FESTIVAL inFINITO, sobre viver e morrer

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downloadSão Paulo recebe o Festival inFINITO – maior evento da América Latina sobre viver e morrer. E antes que você se pergunte: “mas o que isso significa?” – já que dentro dessas duas palavras cabem universos inteiros e complexos  – saiba: a morte inspira um dos movimentos mais vanguardistas do mundo. O entendimento de que somos todos finitos, defendem especialistas, nos possibilita aproveitar de maneira mais plena cada um dos ciclos da vida. De um jeito mais confortável, íntimo e amoroso. Com menos sofrimento e arrependimento.

Essa discussão nunca esteve tão em voga: pra se ter ideia, é tema central da próxima novela das sete da TV Globo, “Bom Sucesso”, e também é o motor do documentário “A partida final”, produzido pela Netflix e indicado ao Oscar. Não à toa, “Re-thinking Death” [Repensando a Morte] foi uma das mesas mais concorridas do Path, maior festival de inovação e criatividade do Brasil, realizado em junho. Sala lotadíssima com gente de todas as idades e uma pergunta pairando no ar: “já que o nosso tempo de vida é limitado, o que estamos fazendo com ele?”.

Tom Almeida_Empreendedor Social e Ativista do Movimento InfinitoIdealizador do Festival inFINITO, Tom Almeida se dedica a esse questionamento já há alguns anos. “Quando a gente tem consciência da finitude, começa a olhar mais para as nossas escolhas, desejos. Pensar e falar sobre a morte também abre espaço para conexões, porque começamos a entender que o que vale é a qualidade das relações que construímos. Viver a vulnerabilidade que a vida provoca nos conecta mais profundamente uns aos outros”, afirma.

Tom é um dos líderes do movimento de ressignificação da morte no Brasil. A convite dele, as principais referências no assunto em nível global estarão aqui pela primeira vez, trocando experiências e celebrando as diversas percepções pessoais e múltiplas possibilidades de interação em torno do tema, ainda considerado um tanto indigesto.

São mais de 40 atividades, entre palestras, workshops, vivências, sessões de cinema, images (1)espetáculos de teatro e dança, jantar, atividades para crianças e intervenções urbanas – tudo conectado a eixos temáticos que correspondem aos ciclos da vida: “Amadurecimento: a vida começa aos 40”, “Adoecimento: a vida ressignificada”, “Terminalidade: a partida final”, “Morte: o último ato” e “Luto: o vazio com significado”.

O festival também lança luz ao Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio capitaneada pelo Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria. O tema entra em discussão sob a perspectiva das populações indígena e LGBTQ+ – cujas taxas de  suicídio são muito superiores à média do país.

images“Essa não é uma conversa médica, mas humana”, convida Tom. “O que tenho aprendido nos nossos encontros sobre a morte é que quando experiências são compartilhadas, criamos uma corrente forte o bastante pra provocar grandes mudanças. O festival nasceu do desejo de criar esse valioso espaço de troca”. Apaixonado pelo assunto, ele também é responsável por iniciativas como Cineclube da Morte, A Morte no Jantar e Death over Drinks, que vêm mobilizando um público crescente em São Paulo – e muito diverso, tanto no perfil quanto na faixa etária. “A morte enfim saiu do armário”, brinca.

A programação ocupa a Unibes Cultural e o Petra Belas Artes e os ingressos já estão disponíveis: http://bit.ly/Festival-inFINITO2019.

Divulgação

 

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