OffDress, uma e-commerce especializado em moda corporativa.

 

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Apaixonadas por moda desde crianças, as irmãs Natália e Talita Arena cresceram vendo combinações óbvias feitas por mulheres que saiam para trabalhar em filmes e seriados.

Cansadas do insosso par calça preta e blusa branca, as duas acreditam que a moda é uma forma de expressão e que todas tem o direito de mostrá-la, mesmo em ambientes formais. Com este conceito, criaram a OffDress, uma e-commerce em desmistificar o dress code do escritório.  As peças sociais emanam informação de moda, com qualidade e excelente caimento. A Coleção Candy foi inspirada nos anos 60 e 70 e no Movimento Gender-Bender – que propõe o rompimento de estereótipos entre feminino e masculino. Em shapes retos, formas geométricas e alfaiataria clássica, as peças traduzem essas tendências.  De tecidos nobres, as cores escolhidas vão do clássico P&B ao Rosa Quartzo, cor quente da estação.   A aposta certa para acrescentar estilo e classe às produções.

O público que está no foco da OffDress são mulheres que gostam de estar bem vestidas, mas fartas de usar combinações previsíveis. As irmãs propõem o esquecimento do terno preto, calça flare e camisa branca. “Mais do que vender roupas, o que queremos é ajudar as mulheres que gostam do universo fashion, mas não tem tempo de pesquisar tendências e looks, a se vestirem com muito estilo no dia a dia do trabalho.”, diz Natália Arena,sócia da marca. “As nossas peças chave podem ser usadas em diversas combinações, sem fugir do clássico chic.”, completa.

“Quando desenvolvi a coleção, me inspirei em vestir executivas de sucesso. Quis dar um mood moderno para as calças, mais ajustadas ao corpo, com um tecido de pegada esportiva, remetendo às olimpíadas. Os casacos tem um caimento impecável, com ombros marcados e também são ajustados ao corpo. Com cores são clássicas, mas que passam longe do óbvio”, explica Talita Arena, estilista da marca.

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Sobre as camisas sociais, além de corte reto, a estilista concentrou os detalhes nos punhos. Com efeito de dobra, eles apresentam uma nova proposta de abotoaduras. O modelo Paper, por exemplo, têm botões embutidos e efeito de gola alta, uma releitura super clean e moderna para a recomendação do que é uma camisa de escritório.

Essa é a OffDress, uma marca que convida as mulheres a modernizar o dress code, com elegância e sofisticação. Uma coleção enxuta, mas com inúmeras possibilidades de combinações, tudo que uma mulher pratica, moderna e decidida precisa ter no closet.

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site : www.offdress.com.br

 

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Tinder no Divã com a psicóloga Ana Clara Cartagena

downloadNdeM– Você desenvolveu um estudo sobre o aplicativo Tinder utilizando métodos próprios de observação. Na sua opinião, como você classificaria o perfil das mulheres do aplicativo? E o dos homens?

Ana Clara – Na verdade quando eu montei o perfil no Tinder – como psicóloga e não como usuária-, a idéia inicial era poder trocar um pouco com as pessoas aquilo que eu sei e aprendi com a profissão, não tinha o intuito de fazer disso um estudo. As pessoas me contavam um pouco das histórias delas de relacionamentos amorosos e eu respondia com um olhar de psicóloga. Eu conversava com as pessoas do aplicativo de maneira espontânea, deixava elas me procurarem.  Todas tinham entre 20 e 45 anos, de todas as classes sociais, diferentes estilos de vida, mas posso dizer que 90% das pessoas que vieram falar comigo eram mulheres, dos 10% dos homens, a maioria eram gays. Os homens héteros falavam muito esporadicamente, em geral quando tinham uma questão muito específica, um relacionamento que não deu certo e eles estavam tendo muita dificuldade em superá-lo, ou uma separação, por exemplo.

Querer falar com uma psicóloga em um aplicativo para conhecer pessoas, já implica algumas questões, acredito que as pessoas que estavam satisfeitas ou não se sentem a vontade de falar com uma psicóloga não me procuravam, por isso prefiro não falar de um perfil masculino, já que considero o número de pessoas com quem conversei insuficiente para traçar um perfil geral do aplicativo.

Quanto às mulheres que eu conversei, é fácil perceber que mesmo que inicialmente elas digam que estão no aplicativo para conhecer pessoas, existe a busca de um relacionamento mais sério, a expectativa de algo mais contínuo. Ainda assim quero cuidar para não cometer falsas afirmações, porque todas as mulheres que vieram falar comigo tinham muitas queixas a respeito da dinâmica desse processo de conhecer novas pessoas, dificuldades com os relacionamentos, o que não significa que no aplicativo não tenham mulheres com outros objetivos e muito satisfeitas com a maneira como isso acontece. A verdade é que ninguém fala com um psicólogo pra contar como está feliz, normalmente somos procurados em momentos em que as pessoas estão tendo alguma dificuldade em resolver certas questões sozinhas. No caso do aplicativo também apareciam muitos curiosos, queriam entender o porque de eu estar fazendo o perfil, a grande maioria sempre achava que era uma pesquisa, mas quando eu explicava que a idéia era apenas uma troca, alguns se entusiasmavam e contavam um pouco de si também. download (1)

NdeM-Quais os prós e os contras desses aplicativo?

Ana Clara – Acho que tem algumas questões a serem analisadas para falar dos prós e contras. Eu já li muitas reportagens falando mal do aplicativo, dizendo que é muito superficial, que é um “açougue”, que você escolhe uma pessoa baseada em suas fotos e meia dúzia de afinidades que existem no facebook, mas como é quando você conhece alguém na balada? Você não olha para uma pessoa que não te atrai em nada fisicamente e pensa: mas ele (a) deve ser legal, vou conversar com ele (a). Inicialmente o que se olha também são os atributos físicos e na balada, muitas vezes você mal conversa com a pessoa e já fica. No aplicativo você minimamente precisa gostar de conversar com a pessoa para marcar um encontro físico e acaba tendo muito mais chances de perceber outras afinidades.

Uma das diferenças que existem entre o aplicativo e você conhecer alguém pessoalmente é que o “match”encurta um pouco os passos da sedução, quando deu “match” você já sabe que tem um interesse do outro lado também, o que não significa que isso não possa mudar com a conversa, mas ao vivo você tem que esperar a reação do outro para ver se pode avançar ou não, se pensarmos em contatos presenciais fora da balada, isso tende a levar mais tempo para acontecer e você vai construindo algo mais estruturado.

Sendo mais objetiva na sua pergunta, acho que o aplicativo é um facilitador para conhecer pessoas e dependendo da maneira como se usa, isso pode ser bastante positivo. A questão é que vivemos em uma sociedade onde tudo é descartável, não sabemos lidar com as frustrações e não suportamos esperar nada, infelizmente estamos lidando com pessoas da mesma maneira que lidamos com as coisas. O aplicativo coloca nas suas mãos, sentado no sofá da sua casa um mar de possibilidades, por que alguém vai querer se esforçar para algo dar certo, se no caso o objetivo for encontrar um relacionamento, se sempre existe outra pessoa em um simples toque dos dedos? Não temos como lutar contra a tecnologia, mas não é o aplicativo que faz as relações serem ruins e sim o uso que se faz dele e as maneiras como as pessoas estão se relacionando.

Ana Clara foto pbNdeM-Um estudo americano mostra que cerca de 35 por cento dos relacionamentos começam na internet.Qual a sua opinião sobre isso?

Ana Clara – Eu acho que isso é o presente, usamos tecnologia para praticamente tudo na nossa vida. As redes sociais são de longe onde as pessoas passam a maior parte do tempo que ficam na frente do computador, sem contar tablets e smartphones, por que não usar para conhecer pessoas também??? É só uma maneira nova – e nem tão nova assim – de conhecer pessoas. A única questão que isso implica é em algumas mudanças e como toda mudança, necessita de um tempo para ser inserida e para que se aprenda a lidar com o novo.

Além do tinder e aplicativos similares, existem muitas outras ferramentas tecnológicas para se conhecer pessoas. O eharmony, por exemplo, que também é um site para conhecer pessoas, muito mais usado nos EUA do que aqui tem um índice de sucesso altíssimo. A diferença é que sites como o eharmony são pagos e você tem que responder questionários gigantes para que eles possam traçar o seu perfil e nesse caso são eles que te apresentam as pessoas que têm perfis parecidos com o seu, com os quais você tem possíveis chances de se interessar.

download (2) NdeM– Qual o futuro desses aplicativos e das relações on-line?

Ana Clara – Falar do futuro de qualquer coisa que seja tecnológica hoje em dia é muito arriscado, a idade média do facebook hoje é de 40 anos, os mais jovens já estão preferindo ferramentas como o twitter e o snapchat, as mudanças acontecem muito rápido, mas acredito que eles ainda vão durar por mais um tempo, até que se invente algo mais interessante e vantajoso, mas não acho que as pessoas vão deixar de se conhecer por meios virtuais. Ainda existe um certo preconceito com os aplicativos, algumas pessoas se sentem desvalorizadas em fazer parte de aplicativos como esses, outras preferem conhecer pessoas de outras maneiras. Acredito que isso tem um pouco a ver com a dificuldade em assumir o desejo de se conhecer alguém e também como forma de proteção, uma tentativa de não fazer parte dessas relações que estão tão descartáveis, o que não significa que fora dos aplicativos elas também não estejam.  Quando você fala em relações on line, estou pensando apenas naquelas em que se usa um meio virtual para dar um start na relação, relacionamentos que ficam só no mundo virtual e não se concretizam fisicamente é outra coisa. Como eu já disse, acredito que elas vão continuar existindo, assim como os encontros casuais e as surpresas da vida não vão deixar de acontecer.

NdeM – Quais são seus  projetos futuros?download (3)

Ana Clara – Eu hoje sou psicóloga, atendo em consultório particular, estou terminando de montar meu blog sobre relacionamentos amorosos que se chamará Tinder no Divã, estou me preparando para fazer um mestrado sobre este tema e mais pra frente gostaria de fazer palestras e workshops sobre relacionamentos amorosos no mundo contemporâneo.

Ana Clara Cartagena é psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, fez formação em Psicoterapia Corporal e Biossíntese pelo Instituto Cochicho das Águas. Idealizadora do blog Tinder no Divã, tem como uma de suas paixões estudar relacionamentos amorosos no mundo contemporâneo.

EMAIL: anaclarapsicologa@gmail.com

 

 

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Bistrô DETRICH, primeiro Nail Bar do Brasil, o único salão de beleza do mundo que tem seu próprio rótulo de cerveja!

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Depois de atuar no mercado publicitário como Diretora de Atendimento em agências como a W/Brasil,  Ju Diniz  resolveu que era hora de deixar a estabilidade da carteira assinada pela incerteza do empreendedor brasileiro. Abriu o primeiro Nail Bar e Bistrô de Beleza do Brasil, um tipo de salão de beleza onde se pode tomar drinks enquanto se cuida. É proprietária do único salão de beleza do mundo que possui seu próprio rótulo de cerveja, a DETRICH Bier, uma safra limitada produzida apenas 4 vezes por ano.

Aberto desde 2011, o Bistrô DETRICH é um salão de beleza diferente! Situado em Moema, oferece todos os serviços de beleza – cabeleireiro, manicure, pedicure, depilação e estética corporal – em um ambiente repleto de esmaltes, escovas e taças! O Bistrô DETRICH traz a suas clientes uma oportunidade de relaxar enquanto fazem os serviços tradicionais de um salão. “Somos uma confraria feminina. Um espaço onde a mulher pode se soltar, falar sobre assuntos que não falaria na mesa do bar e, de quebra, ficar mais bonita”, diz Ju Diniz, proprietária do salão.

Captura de Tela 2016-08-08 às 14.04.19A ideia surgiu de uma necessidade pessoal: “Sempre achei o ambiente do salão estressante! Não é um lugar aonde vamos por prazer. Vamos porque precisamos cuidar de algo que não está bom, o cabelo, a mão ou o corpo. De alguma forma, queria que esse momento fosse diferente”.

No Bistrô DETRICH, o clima de tensão já é quebrado logo ao abrir a porta. Nada do tradicional piso branco! A decoração é charmosa e acolhedora, inspirada em uma sala dos anos 40. Ao ser atendida, a cliente pode escolher entre um café, um cappuccino, suco ou uma cerveja gelada, a DETRICH Bier, um rótulo exclusivo da casa. “Quando eu era só uma cliente e fazia minha mão em outro salão, sempre perguntava se não tinha uma cerveja! Era sexta-feira à noite! Eu já estava cansada de café! Assim surgiu a ideia. Descobri que, como eu, um grande número de mulheres gostaria de curtir esse momento de um jeito diferente”.

Captura de Tela 2016-08-08 às 14.11.45.pngA DETRICH Bier é uma cerveja do tipo Summer Ale com um sabor suave para o paladar feminino. E o Bistrô DETRICH é o único salão do mundo que tem seu próprio rótulo de cerveja. Para quem não é fã da loira gelada, o Bistrô DETRICH tem outras opções como a cachaça Busca Vida ou um espumante.

Mas não basta ter um bom cardápio de bebida. Como a própria Juliana diz, “Muita gente abriu Nail Bar em SP pensando mais na parte do Bar do que na parte do Nail”. Por isso, a equipe treinada e elegante do espaço também ajuda a transformar o momento de cuidar da beleza em uma experiência realmente incrível.

No Bistrô DETRICH você pode cuidar de seu Cabelo, Mãos, Pés e Corpo. Entre os serviços mais pedidos está a Velaterapia, um tratamento para o cabelo feito com o calor de uma vela para eliminar frizz e as pontas duplas. Além disso, ele cauteriza o fio e aumenta a capacidade de absorção dos nutrientes.

Captura de Tela 2016-08-08 às 14.11.03Tudo é pensado para tornar o dia a dia da mulher mais agradável. Até a forma de agendamento foi facilitada. As clientes do Bistrô DETRICH podem agendar pelo Whatsapp, aplicativo disponível para smart phones. “A mulher moderna vive uma vida corrida. Tudo o que pudermos fazer para facilitar um pouco a rotina da mulher, faremos”, finaliza Ju Diniz.

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A importância das residências artísticas para o fomento das artes

 

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Ricardo Ramalho

 

Ricardo Ramalho é  consultor de negócios, artista contemporâneo, fotógrafo, videomaker e curador independente. Licenciado em Educação Artística (FAAP – São Paulo), tem pós-graduações em ação cultural na ECA-USP, e curadoria e museologia na Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto – Portugal.

O sonho de viver da própria arte e ter tranquilidade para produzir é uma vontade comum para artistas de qualquer lugar do  planeta. Em São Paulo, alguns locais abrigam brasileiros e estrangeiros em residências artísticas, que fornecem estadia, ateliês e outros serviços.

prai 3NdeM– Qual a importância das residências artísticas?

Ricardo – Artista é uma pessoa que tem tempo para fazer arte, ele arruma tempo para isso, se dedica a isso. Muitas vezes vemos uma arte simples e pensamos “isto eu seria capaz de fazer”. A diferença é que o artista faz de verdade, ele não diz que faz. Arte simples também requer coragem, talvez mais coragem do que a arte rebuscada. A residência artística se insere neste modo de trabalho, onde o artista precisa parar suas atividades secundárias para fazer arte. Assim como escritores precisam de retiros para se concentrar e produzir, os pesquisadores viajam e se trancam em processos de laboratório, os artistas também. As residências artísticas também são chamadas de “artists retreats”. São essenciais para oxigenar a percepção dos artistas, permitem ver novas realidades, se afastar do dia a dia improdutivo, meditar, respirar. Numa residência, os artistas podem desenvolver projetos ou apenas contemplar o entorno, descansar o espírito num ambiente de ateliês e artistas. O artista é uma pessoa que não apenas se permite fazer arte, mas também se permite contemplar a arte e a vida.

NdeM– Como elas funcionam?

Captura de Tela 2016-07-27 às 15.55.28.pngRicardo – Uma residência artística é uma casa que recebe artistas e tem ateliês para eles trabalharem e confortos de uma casa para morarem por um tempo, que pode ser de um mês a um ano em geral. Existem basicamente dois tipos de residência: as custeadas por instituições e as independentes. As custeadas por instituições oferecem bolsas onde o artista ganha um dinheiro e toda a infra. Esse tipo de residência abre editais e são bem competitivas: são difíceis de ser aceito e participar. As independentes cobram uma pequena taxa mensal e o artista vai por conta própria. Este modelo, embora tenha um custo, acaba sendo bem mais acessível para a maioria das pessoas. O legal das independentes é que podem acolher artistas mais outsiders, escritores e amantes das artes, porque não existe uma avaliação de currículo tão rigorosa e competitiva como nas residências que usam verbas públicas.

NdeM – Como você vê o momento cultural nos dias de hoje aqui no Brasil?Captura de Tela 2016-07-27 às 16.07.01.png

Ricardo – O momento cultural não poderia estar pior. Já havia uma tradição precária de apoio às artes, e agora a coisa deu uma deteriorada. Embora exista um sólido mercado de arte em São Paulo, feiras importantes, colecionadores, galerias, museus e bienais, existe uma centralização da arte contemporânea em São Paulo. O Rio de Janeiro tem um décimo deste mercado e outras capitais têm um mercado residual. Nos Estados Unidos qualquer cidadezinha de interior tem museu e galeria de arte. Os brasileiros não foram educados para apreciar e consumir arte.  A gestão da cultura no Brasil é muito fraca. Assim como a gestão da educação. É preciso resgatar a educação e a cultura, senão vamos voltar para a idade das trevas, da falta de diálogo e sem visão crítica do entorno. Sem arte as pessoas vão apenas trabalhar, comer e dormir, eternamente, sem alternativas, e certamente com mais violência e isolamento. A função da arte é exercitar uma reflexão sobre as coisas que observamos.

prainhaNdeM-Fale um pouco sobre o projeto Prainha.

Ricardo – A Prainha Residência Artística é uma casa da minha família bem na frente da melhor praia de Itanhaém, a Praia dos Pescadores. Durante quase 40 anos a casa foi apenas para finais de semana. Como estava muito parada e custa mantê-la, ano passado resolvi transformá-la numa residência artística. Ja organizei residências em diversas outras casas, tenho uma boa experiência com isso. Atualmente também sou curador de uma nova residência em São Paulo. Em Itanhaém recebemos artistas e hóspedes do mundo todo para temporadas de um mês, ou final de semana. Estamos listados no site Trans Artists e nesta semana entramos no site Res Artis. Ambos os sites são da Holanda e agregam centenas de residências artísticas do mundo todo. Para participar de uma temporada na Prainha é só enviar um email para artistaramalho@gmail.com (Ricardo Ramalho) com uma breve carta de intenções. Pode ser analisado o currículo e projetos do candidato.

prainha 2A casa é bastante aberta, não somos muito seletivos. O custo mensal para uma pessoa é US$390, com quarto privativo, ateliê, salas, banheiros e cozinha compartilhada. Temos um grande jardim e estamos há apenas 1500 metros do centro da cidade. Outra coisa boa de Itanhaém é que está há apenas 100 km de São Paulo, então os residentes podem fazer rápidas visitas para ver programas em São Paulo.

RR Consultoria

https://www.facebook.com/prainharesidencia/?fref=ts

 

 

 

 

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Relacionamentos Virtuais – entrevista com o psicanalista Guilherme Facci

11329842_10206188676977261_7015629402625309099_nNdeM – As mídias sociais estão cada vez mais sofisticadas e práticas. Os perfis permitem cada vez mais dados. Como você  enxerga essas novas formas de relações afetivas? Como as pessoas estão lidando com essas novas “ formas de relacionamentos”?

Guilherme – Acho que as mídias sociais são apenas mais uma ferramenta. A questão está na outra ponta: no sujeito que está sentado na frente do computador. Esse sujeito não muda em função da ferramenta, vai continuar fantasiando, imaginando, desejando e eventualmente sofrendo em suas relações. O acento continua sendo do lado humano. Nesse sentido as mídias sociais podem ser uma ferramenta incrível para aproximar as pessoas ou para se manter absolutamente isolado. As pessoas que se utilizam das redes sociais para ” não se relacionar”, estariam fazendo exatamente a mesma coisa, se por acaso as redes sociais não existissem. O desejo de se relacionar ou de se isolar é anterior a isso.

NdeM – Muitos começam um relacionamento e no primeiro conflito terminam. Quais as consequências desse modo de agir que parece tratar o outro como descartável?

Guilherme – O que escuto no divã, é que esse imediatismo varia muito com a idade. Depois de uma certa idade, e uma certa experiência, as pessoas vão se tornando bastante medrosas. O que talvez seja ainda pior do que o imediatismo. Vejo uma certa covardia. Um medo petrificante de se haver com os próprios desejos. Recebo muitos pacientes que sofrem por não conseguir se separar. Que sofrem muito para dar esse passo em direção ao que desejam. “O que os outros vão pensar?”, ” Mas e meus filhos?”, ” Como vou deixar esse emprego, que me paga uma fortuna”, “mas meu marido é tão bonzinho”, ” não tenho mais idade para isso”…A lista de desculpas é longa. E vão perdendo consistência conforme a experiência no divã avança.

1524761_607533305966438_345207055_nConsidero a grande traição, quando se trai os próprios desejos. E nesse sentido o modelo de casamento atual ( sim eu estou generalizando, nem todos são assim) tem funcionado muito bem: um alibi perfeito para colocar a culpa dos próprios fracassos e desejos não realizados, por covardia, no cônjuge. Um grande passo numa experiência de análise é se implicar na própria queixa. A famosa pergunta: ” Quem sou eu que faz aquilo que me prejudica?” Essa é a entrada em análise, e depois de algum tempo é também a saída. Rsrsrsrs

Ao final de uma análise o sujeito ganha uma “certa liberdade” quando aprende a fazer alguma coisa interessante, respondendo de uma outra posição, exatamente daquele ponto que até então só lhe causava sofrimento. Ter o próprio sintoma jogando a favor e não mais contra.

NdeM –  Atualmente surge com muita força uma nova compulsão: sexo virtual. Fale um pouco desse quadro clínico.

Guilherme – Esse é um sintoma bastante atual, e tem afetado principalmente os homens. Difícil elaborar qualquer teoria por enquanto. A compulsão por sexo em alguns homens e mulheres não tem nada a ver com a invenção da internet, isso já existia antes. Sempre existiu, de maneiras diferentes ao longo da história. Mas a minha hipótese é que algo acontece de mais grave agora. Principalmente entre os homens mais jovens, adolescentes. O acesso ao cardápio de fantasias sexuais e perversões nunca esteve tão fácil. O que antes só era conseguido implorando para o jornaleiro vender uma revista que mal mostrava os pelos pubianos de uma mulher, hoje se consegue ligando o celular. Para o homem, ( não apenas, mas principalmente) ficou muito mais fácil se masturbar olhando para o seu Iphone, do que materializar em ato a própria perversão. ( sim a fantasia neurótica é perversa ), com uma parceira ou parceiro de verdade. O homem sempre morreu de medo de brochar, agora tem a ferramenta perfeita para não ter mais que sair de casa. A capacidade de fantasiar está empobrecida, não apenas por isso, mas o fato é que esse empobrecimento da fantasia é um grande caminho para a depressão. Como disse não é porque existe sexo virtual, que exista a compulsão sexual. Mas nesse caso, a internet como ferramenta está fazendo um grande estrago. Já tive pacientes que não conseguiam mais ter uma relação sexual dita “normal”. Não conseguiam ereção com uma mulher de verdade, mas na frente de um computador eram grandes “comedores”. Ferramentas como o Tinder, tem se tornando cada vez mais um pequeno exercício diário de auto afirmação do que qualquer outra coisa.7964_540431506012873_724650853_n

NdeM – Na sua opinião,  as curtidas, os compartilhamentos, o que querem dizer?

Guilherme – As pessoas estão carentes e ao mesmo tempo não querem conviver com a alteridade. Grande paradoxo contemporâneo: querem conhecer um outro desde que esse outro seja idêntico a elas mesmas. O problema é que as curtidas não vão resolver o problema. Curtir e compartilhar viraram moeda de troca, já ví amizades que terminaram por ausência de “likes”. Se medir por essa métrica, (aliás o uso de qualquer tipo de métrica), causa grande sofrimento. Me parece mais fácil lidar com os “likes” e “unlikes” da vida quando se está “mais ou menos feliz” com a própria vida. Quando digo mais ou menos, quero dizer que não existe a felicidade absoluta que todos publicam no instagram e no Facebook, e correr atrás desse equívoco da existência plena de “Felicidade”, pode levar as pessoas a se deprimirem. Ter uma vida intensa, com momentos de tristeza e felicidade, sabendo que a completude não existe, pode ser uma saída interessante. Você não precisa ser um bobo alegre. Os bobos alegres existem aos montes no Instagram (no Instagram alheio, é claro! rsrsrs)

NdeM – Fale  um pouco  sobre seus projetos .

Guilherme –  Atendo um meu consultório e além disso coordeno grupos formativos em psicanálise dentro de um grupo de pesquisa que se chama ” Estilo & Formalização” (psicanálise e lógica), voltado para psicanalistas. Faço também uma vez por mês seminários em meu consultório para o publico “não psi”, onde falo sobre temas variados da clínica e da vida.  Divulgo o seminários em minha página no Facebook e também no site: www.pingpongcultural.com.br

Guilherme Facci é formado em Comunicação Social pela FAAP, é psicanalista, coordenador de leitura em grupos de estudos formativos em Psicanálise e membro fundador do Grupo de pesquisa Estilo e Formalização – Psicanálise e Lógica.

email: facci.psi@gmail.com

 

 

 

 

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Momento Empreendedora com Fabíola Hoppe – Cofundadora da Hoppe Soul

fabiola hope

 

Desde os 3 anos de idade Fabíola Hoppe se interessava pelas plantas, flores e ervas que haviam no quintal de sua avó no interior do Paraná. Gostava de emprestar as porcelanas de sua tia para fazer chás e remédios com as folhas e flores que estavam ao seu alcance. Esse olhar único para os remédios naturais levou-a a cursar a faculdade de farmácia. Muitas coisas aconteceram em sua trajetória, até se especializar em marketing estratégico para ajudar nos negócios da família, mas sempre manteve muito presente a vontade de levar a terapia para o dia-a-dia das pessoas.

Estudando as terapias complementares mais usadas no mundo entendeu que é cada vez mais difícil para as pessoas encontrarem ocasiões propícias aos cuidados com a mente e as emoções, mas que ao apreciar esses momentos as pessoas experimentavam o auto-empoderamento sobre o corpo e suas sensações e conseguiam atingir o equilíbrio tão essencial na vida cotidiana. Foi assim que surgiu a Hoppe Soul.

Cada coleção da Hoppe Soul foi especialmente desenvolvida para trazer o equilíbrio dos chakras e ajudar as pessoas a agirem de acordo com cada momento de suas vidas. Essa filosofia trouxe um conceito único de cosméticos. Tendo a inspiração das deusas antigas com a união das terapias complementares proporcionando importantes momentos de contemplação pessoal.

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NM-  Como surgiu a ideia de empreender?

Empreender pra mim está no sangue. Sou filha e neta de empreendedores. Acho que sem querer meu pai me colocou nesse caminho do empreendedorismo desde muito cedo. Comecei minha carreira trabalhando com ele e sempre tive o apoio, dele e da minha mãe, para colocar em prática minhas ideias de negócios. Tive muitas ideias e empresas em diversos segmentos.

NM-Como é seu dia a dia como empreendedora?

Bastante corrido e extremamente gratificante. Faço muitas coisas ao mesmo tempo. A empresa atua com e-commerce e também com equipe de vendas e não é fácil gerenciar tudo. A gestão do tempo é uma das coisas mais importantes para conseguir dar conta de todas as atividades. Mas não abro mão de ter um tempo pra mim e para minha família todos os dias. É o que me mantém centrada e motivada.

NM -Qual o seu maior desafio como empreendedora?

Meu maior desafio é lidar com os imprevistos e incertezas do empreendedorismo. De uma hora para outra tudo pode mudar e você tem que ser rápido para se adaptar e mudar. Sem essa agilidade para tomar decisões os negócios podem trazer surpresas desagradáveis. O bom é que não tem rotina. A cada dia aprendo algo novo.

 

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A Maturijobs chega com a meta de recolocar no mercado quem tem mais de 50 anos.

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Morris Litvak – Fundador da Maturijobs

N de M – A Maturijobs chega com a meta de recolocar no mercado quem tem mais de 50 anos. Como você enxerga essa situação  com a crise atual?

Maturijobs – Enxergo como um grande desafio junto às empresas justamente por ser um momento onde elas estão pensando mais em demitir do que contratar. Ao mesmo tempo, se conseguirmos mostrar às empresas as vantagens em contratar pessoas acima de 50 anos, com suas qualidades e experiências (não só profissionais mas também de vida), isso pode ser visto pelas empresas como um diferencial para se destacar e conseguir superar esse momento de crise. Justamente porque a diversidade corporativa e o diálogo intergeracional são muito importantes e estão começando a gerar cada vez mais interesse nas empresas , isso pode trazer equipes pensando fora da caixa e buscando novas soluções para os problemas atuais.

N de M – Quais são as vagas mais oferecidas pelas empresas?   stock-photo-29199034-mature-woman-working-at-caffe

Maturijobs – Estamos vendo que a área de educação tem bastante abertura para esse público, assim como a de atendimento ao cliente e o terceiro setor. Entretanto, temos falado também com diversas startups que enxergam nas pessoas mais velhas a possibilidade de receber mentoria e consultoria de pessoas experientes de uma forma mais acessível, nas áreas de administração, finanças e gestão de pessoas.

N de M – Quais as dicas para esses profissionais?

Maturijobs  – Que eles se mantenham sempre atualizados e vejam a tecnologia como aliada, e não como uma barreira. E que pensem fora da caixa também, buscando alternativas em áreas e assuntos diferentes do óbvio, olhando para suas habilidades e hobbies como alternativas à possibilidade de geração de renda e ocupação. É preciso ter em mente que o emprego será cada vez mais escasso, mas o trabalho não.

N de M – Você tem outros projetos? Quais?

Maturijobs – Hoje eu me dedico 100% do tempo ao MaturiJobs, mas dentro do MaturiJobs temos diversos projetos que queremos tirar do papel. Por exemplo, cursos para o público 50+, conteúdo para desenvolvimento e inspiração e também apoio ao empreendedorismo para pessoas maduras. Estamos criando uma comunidade forte de pessoas que querem continuar trabalhando mas não buscam mais emprego formal. Para isso precisam se conhecer e interagir entre si para realizar projetos juntos.

stock-photo-59878342-his-passion-is-successN de M – Como você vê o futuro desse mercado?

Maturijobs -Vejo um grande potencial e um grande desafio ao mesmo tempo pois, da mesma forma que precisamos quebrar paradigmas, o envelhecimento da população é um fato que já é realidade e aos poucos tanto o governo como a iniciativa privada irão olhar mais para essa questão. Portanto apesar de ainda termos uma cultura que valoriza muito os mais jovens, há uma oportunidade enorme para quem investir nesse público mais maduro.

 

Mais informações no site – www.maturijobs.com

 

 

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