Bate papo com a personal stylist Lais Urizi

NM-O que faz um Personal Stylist?

Antes de tudo acho importante contar a diferença entre Personal Stylist e Consultor de Imagem e Estilo.

20160426_032046000_ios-200x300 Um personal stylist está muito mais ligado ao agora, aos looks atuais, moda e o que mais valorizará o cliente de acordo com seu estilo e preferências.

 Já o consultor de imagem e estilo vai mais a fundo. Tem um trabalho mais abrangente cuidando da imagem completa do cliente e o que ele vai projetar para o mundo.

Um consultor de imagem normalmente é também personal stylist, mas um personal stylist nem sempre será um consultor de imagem.

NM-Como começou a se interessar por moda e qual sua relação com ela?

Na minha família todo mundo mexe com alguma coisa relacionada a moda/imagem/arte. 20160427_050418000_ios-199x300Minhas duas avós costuram, uma delas já teve uma oficina que atendia marcas de médio porte. Meu avô fazia tricô, minha mãe também faz e uma das minhas tias é decoradora. Acho que essa coisa de observar, me ligar em tendências  vem de sempre. Há 4 anos comecei a bordar camisetas e vender na faculdade. Disso veio meu primeiro trabalho com moda e minha primeira filha, uma marca de camisetas e acessórios femininos (Lafynna). Nesse caminho sempre fui bem palpiteira,ajudava a comprar roupas pra ocasiões especiais, festas, viagens e me intrometia no que achava bom ou não!rs Quando decidi deixar meu emprego anterior (Sou formada em Secretariado Executivo Trilingue e Marketing) tive uma “luz” e resolvi me jogar de vez nesse universo da consultoria de imagem e estilo. Sempre tive muito comigo essa coisa de ajudar ao próximo, ajudar o outro com seus problemas e nesta profissão vi uma luz: ajudar mulheres com sua autoestima, seus problemas . A consultoria é quase uma terapia! Amo!  Minha relação com a moda hoje é bem tranquila. Já fui a louca das compras. De doar peças e peças com etiqueta. Depois de ter que segurar o cartão um tempo e de entender o reflexo que essas escolhas tem na nossa vida e a longo prazo, melhorei bastante. Consigo enxergar melhor o que cabe no meu armário, do que preciso e não comprar mais por impulso! (as vezes sapatos e acessórios escapam! Não sou de ferro hahaah)

NM-Na hora de fazer uma consultoria de imagem pessoal, quais sãos os pontos fundamentais a se levar em consideração?

20160426_032300000_ios-200x300Antes de contratar o serviço  tem que existir  a identificação com o profissional e o método de trabalho dele. Hoje com as redes sociais fica tudo mais fácil. Tenho clientes que me escolheram depois de me acompanhar um tempão no instagram, por exemplo. Acharam bacana a forma que trabalho e resolveram fechar.  Depois disso,  temos  o  processo de mudança e como todo processo deve ser tratado com muito carinho, cuidado e estudo. Nada acontece do dia pra noite, não é mágica!rs È um trabalho que acontece em conjunto. Cliente e consultora devem estar MUITO alinhadas para que as coisas funcionem e não saiam dos eixos. Confiança é um dos pontos principais. Nós (profissionais) entramos literalmente de cabeça na vida/universo da cliente. Entramos na casa dela, no armário dela e se ela não estiver preparada de antemão para isso, pode criar algum tipo de resistência que em algum momento trará desconforto durante o processo.  E, por fim, considerar que sairá deste trabalho uma nova pessoa, entendendo exatamente quem ela é, o que quer transmitir e o que realmente transmite!  Éste é um trabalho lindo e sou apaixonada por ele e todos os resultados que vejo florescer.

NM-O QUE É “ESTAR NA MODA”?

Estar na moda, pra mim, ao contrário do que muitos pensam não é SEMPRE torrar horrores no shopping a cada troca de estação. É saber se adequar da melhor maneira possível, antes de qualquer coisa com o que tem. Éstar ligada no que é tendência mas sem se deixar ser engolido por ela. Entender sobre todos os processos e impacto  de cada escolha.Pra mim quem vive escravo desta indústria é exatamente o contrário: total “fora de moda”.

NM-TENDENCIAS PARA O VERÃO 2017.

Pra próxima estação temos muitas peças desestruturas e looks mais descontruídos. Peças mais largas, tecidos fluidos, sapatos masculinos nas produções femininas, coletes em tecidos mais leves e mais compridos e muitas bombers em diversos tecidos e tipos. Os patches continuam também super fortes e as aplicações com bordados nas peças também.

NM- FALE UM POUCO DO SEU TRABALHO.20160427_044007000_ios-200x300

Falar do que faço é muito amor, pois realmente me encontrei em uma profissão. É um trabalho sem rotina. Entro sempre em um universo totalmente diferente e falo pras minhas clientes que, pra mim, é como brincar de boneca. Vestir, tirar, escolher peças, desvendar coisas que nem elas imaginavam sobre elas mesmas e chegar no fim e ver aquela pessoa confiante e feliz com ela mesma, com seu corpo, roupas e estilo é muito compensador.

SITE – http://www.laisurizi.com.br/

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Empreendedoras inovam e se consagram no atendimento a empresas estrangeiras

 

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O mercado de feiras e negócios B2B vem crescendo cada vez mais no Brasil. Hoje, no país são realizadas mais de 2.200 feiras de negócios por ano, segundo dados da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe). Ainda de acordo com o órgão, as feiras se apresentam como uma ampla e diversificada vitrine do setor produtivo, gerando grandes oportunidades para micro, pequenas, médias e grandes empresas.

Além disso, esse mercado movimenta mais de R$ 16 bilhões, segundo dados da Fipe/Ubrafe, proporcionando um ambiente multisetorial, conectando indústria, varejo e atacado, permitindo a livre negociação e criação de parcerias entre as partes.

A participação crescente de empresas internacionais em feiras no Brasil também alcançam números cada vez mais expressivos. Segundo um estudo realizado pelo Ubrafe, que analisou 220 Feiras de Negócios realizadas no país, de um total de 36,5 mil empresas expositoras, mais de 4.400 são estrangeiras.

 De olho neste mercado crescente as empresárias Beatriz Camargo e Renata Franceschini criaram a Aurum Exhibitions. Em apenas três anos de existência a empresa já conquistou um extenso portfólio que conta com atendimento de organizações em mais de dez países diferentes. “Percebemos uma oportunidade considerável neste mercado, os expositores internacionais de feiras de negócios tinham dificuldades no operacional para a realização de eventos aqui no Brasil. A Aurum traz justamente esse suporte, oferecendo este e outros serviços imprescindíveis para um público multicultural”, explica Beatriz Camargo, sócia da empresa.

NM- Como se iniciou a carreira de vocês? 

Nós duas voltamos do exterior mais ou menos no mesmo período (2011/2012) e começamos a trabalhar de freelance em eventos. Nos conhecemos durante um projeto e gostamos do trabalho uma da outra. Vimos uma oportunidade no mercado e resolvemos fazer aquilo acontecer.

NM-  Enfrentaram alguma dificuldade? Se sim, como superaram.

Já enfrentamos muitas dificuldades e ainda há muito por vir. Empreender é um desafio constante. Requer foco, dedicação e força vontade.

NM- Como funciona o negócio de vocês hoje?

A Aurum oferece apoio 360º em Feiras e Eventos de Negócios. Atendemos empresas nacionais e internacionais que participam de feiras de negócios e organizam eventos (corporativo, rodada de negócios, lançamento, congresso, workshop etc)

NM- Como vocês dividem as tarefas e o tempo?

Depende. Cada projeto tem uma demanda e requer determinado numero de pessoas na equipe, determinados parceiros. Contamos com uma rede de profissionais e empresas parceiras maravilhosos que nos ajudam a atender com excelência e qualidade.

Site: www.aurumexhibitions.com

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Dicas para implantar um programa de equidade de gênero

4 dicas para implantar um programa de equidade de gênero

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Por Cris Kerr* – CEO da CKZ Eventos e idealizadora do Fórum Mulheres em Destaque, que está na sexta edição e acontece nos dias 22 e 23 de novembro na Fecomércio em São Paulo.

Quando idealizei o Fórum Mulheres em Destaque em 2010 para falar sobre a ascensão das mulheres aos cargos de liderança nas empresas, esse era um tema pouco discutido. De lá para cá, a diversidade e a equidade de gênero passaram a ser grandes questões nas corporações, com a implantação de programas específicos para engajar os colaboradores à causa. De acordo com a pesquisa Women in Business, da Grant Thornton, a presença de mulheres em cargos de CEO aumentou de 5% para 11% de 2015 para 2016, somente no Brasil. 53% das empresas no Brasil não tem nenhuma mulher em cargo de liderança.

Esta mesma pesquisa coloca o Brasil entre os 10 países que menos promovem mulheres para cargos mais altos. Problemas como falta de estrutura dentro das empresas para permitirem que a mulher se concentre na sua carreira, com benefícios como horários mais flexíveis e creches, e a falta de programas de incentivo são apontados como alguns dos motivos para que ainda estejamos em uma posição tão ruim em relação aos outros países do mundo.

Muitas empresas gostariam de incluir em seus programas um trabalho específico de o incentivo à liderança feminina e equilíbrio de gênero, mas não sabem como começar essa mudança. Há sete anos desenvolvo pesquisas e uma cuidadosa curadoria para nossos eventos focados em diversidade e liderança feminina por acreditar que ambientes mais diversos e igualitários tornam as empresas mais sustentáveis e responsáveis. Criamos o braço CKZ Consultoria em Diversidade, que tem como propósito apoiar as corporações na construção e na implantação de programas de diversidade, palestras de sensibilização, treinamentos e workshops.

Antes de montar um programa de equidade de gênero, é preciso sensibilizar a equipe. A primeira ação é esclarecer para os colaboradores o que é machismo e o que é feminismo. Ao entenderem essa diferenciação, os homens passam a enxergar a liderança feminina com outro olhar, muitas vezes se identificando como feministas e estando mais abertos a esse tipo de iniciativa. Machismo é a concepção de que as mulheres são subordinadas aos homens e o feminismo não é o contrário disso, é a busca pela equidade de gênero, ou seja, homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres.

Ao dar espaço para as mulheres, as empresas conseguem reter talentos e ter uma complementariedade de competências. O Peterson Institute for International Economics em parceria com a EY pesquisou 21.980 empresas em 91 países diferentes e chegou à conclusão de que a presença de mulheres na liderança de uma corporação pode melhorar o desempenho da empresa. Com um aumento de 30% de mulheres em posições de alto escalão está associado a um aumento de 15% da lucratividade.

Listei algumas dicas valiosas caso você ou seu gestor queiram implantar um programa de equidade de gênero e liderança feminina em sua empresa para começar a fazer parte desse movimento. Lembre-se que você ser um multiplicador desta mudança, basta colocar o assunto em pauta dentro da sua organização:

Formar um grupo para falar sobre diversidade de gênero que inclua os homens. É necessário que os homens estejam contemplados no grupo pois eles serão os grandes influenciadores e disseminadores do projeto. A visão masculina é imprescindível para que as iniciativas em prol da equidade de gênero façam parte da estratégia da empresa e sejam bem-sucedidas, com eles entendendo as dificuldades das mulheres. A diversidade no projeto resulta no desenvolvimento de novas ideias e inovações para o ambiente corporativo.

Promover uma política de ações para revisar os processos de seleção, recrutamento e promoção. O viés inconsciente é um conjunto de estereótipos, como um olhar automático para responder a situações para as quais você é treinado culturalmente, uma programação do seu cérebro. Por que é importante entender isso? Até bem pouco tempo atrás, até mesmo as propagandas colocavam as mulheres em posição de total submissão e de servidão em relação aos homens, com os homens sendo os provedores. Mesmo nos dias de hoje essas noções estão arraigadas no inconsciente das pessoas e enviesadas na cabeça dos homens, que quando estão nos cargos de liderança e precisam selecionar outros profissionais, acabam escolhendo seus iguais, ou seja, outros homens. É necessário que os departamentos de RH criem um caminho com políticas mais justas e igualitárias de oportunidades, como por exemplo a avaliação de currículo às cegas.

 Implantação de um programa de licença parental com paternidade estendida. É possível identificar a falta de rede de apoio nas empresas para as mulheres que decidem ser mães e percebem suas carreiras ameaçadas e sem perspectivas de atingir cargos de liderança por esse motivo. Um importante passo para que ocorra uma mudança efetiva nessa questão é um assunto que vem sendo discutido timidamente no Brasil, a licença parental. Esta atitude é fundamental para a desconstrução de papéis de pai e mãe pois divide igualmente a responsabilidade sobre os filhos, e fortalece o vínculo entre pais e filhos. É fundamental evoluirmos para a licença parental que, em conjunto com outras ações e programas corporativos, diminuirá a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, ajudará a impulsionar a carreira das mulheres pois elas passam a não ser mais fator de risco para as empresas por conta da maternidade.

Procurar ajuda especializada, uma consultoria ou expert em programas de liderança feminina. Para conseguir implantar programas de diversidade de gênero é fundamental a contratação de uma consultoria especializada. Através da consultoria, é possível fazer um mapeamento e o diagnóstico qualitativo e quantitativo da diversidade na empresa para então acessar a inteligência coletiva dos colaboradores para gerar soluções inovadoras de maneira participativa.

Lembre-se o mundo é de quem faz! Faça acontecer a diversidade na sua empresa!

 www.forummulheresemdestaque.com.br

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Diversidade na liderança é o foco do 6º Fórum Mulheres em Destaque

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Nos dias 22 e 23 de novembro acontece a 6ª edição do Fórum Mulheres em Destaque, na FECOMÉRCIO, em São Paulo. Os principais executivos do mercado estarão reunidos com líderes de grandes empresas e organizações para debater a importância das mulheres nas posições de liderança e discutir a diversidade na liderança como vantagem competitiva para o crescimento dos negócios.

O Fórum é o maior encontro de líderes em busca da igualdade de gênero! O evento conta com a cooperação da ONU Mulheres e do HeforShe e tem como propósito apresentar de forma prática os processos que as corporações precisam adotar para implementar e consolidar seus programas voltados para a questão da equidade de gênero, além de apresentar pesquisas, estudos, cases e benchmarks.

Um dos grandes destaques da programação desse ano é o Painel CEOs He for She, que contará com mediação da idealizadora do evento, Cris Kerr, e a participação de Guilherme Ribemboin, presidente do Twitter; Rodrigo Santos, presidente da Monsanto e Fernando Alves, sócio-presidente da PwC Brasil, líderes comprometidos e atuantes com a busca da equidade de gênero e empoderamento feminino. Eles falam sobre a importância do envolvimento de líderes masculinos na busca pela equidade de gênero, engajando assim todos os níveis da organização.

O painel “Movimento Mulher 360” reúne grandes empresas para apresentar práticas que contribuem para o empoderamento da mulher em uma visão 360 graus a partir dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs). O painel conta com a moderação da Tatiana Trevisan, diretora do MM360 e gerente de sustentabilidade do Walmart; Andrea Alvares, vice-presidente de marketing e inovação da Natura; Gilberto Rigolon, head of talent, training & development da Nestlé; Natalia Freira, marketing development manager da Coca-Cola; e Fernando Rodrigueiro, diretor da área de desenvolvimento organizacional da Unilever.foto-1

Entre os temas inovadores da 6ª edição, está a palestra “Os 4 talentos femininos da liderança sustentável”, ministrada pela sócia-diretora da Inove Soluções em Segurança, Ramy Arany, com uma visão inovadora da construção do protagonismo da mulher em suas conquistas pessoais e profissionais. Outro momento importante será o painel “Empoderamento & Marca Pessoal” que aborda as práticas de empoderamento que as empresas podem adotar para fortalecer os pontos fortes e aumentar o poder dos talentos das mulheres. Será mediado pela diretora de redação da revista Claudia, Tatiana Schibuola, com a participação do professor de Storytelling e gestão de marcas e inovação, Leandro Waldvogel, e Marienne Coutinho, sócia da KPGM e co-presidente da WomenCorparte Directors. A consulesa da França, Alexandra Loras, ministrará uma palestra inspiracional sobre um mundo mais igualitário e colaborativo.

“A realização desse evento pelo sexto ano consecutivo é a consolidação do Fórum Mulheres em Destaque como referência na questão da diversidade na liderança nas organizações. Um de nossos principais focos é a importância de trazer os líderes masculinos para essa conversa. É fundamental o apoio da alta direção da empresa para que a cultura corporativa avance na igualdade de gênero, assegurando que todas as políticas da empresa sejam sensíveis às questões de gênero”, declarou Cris Kerr, idealizadora do Fórum e CEO da CKZ Eventos.

images-1foto-2O Fórum conta com a cooperação da ONU Mulheres e do HeForShe e apoio institucional da Fundação Getúlio Vargas, Insper, Catho, Facilities Services, IAB Brasil, Folha Blu, Ibevar, OBME, Mex Brasil, Rede Mulher Empreendedora, Amigas do Vinho, Tres por 3 Corações. Patrocínio da Dudalina e as Empresas Parceiras: Alpargatas, Bemis, Ingersoll Rand, Monsanto, Sanofi, SESI, Tozzini Freire Advogados e White Martins.

Sobre a CKZ Eventos –

A CKZ, comandada por sua fundadora, Cris Kerr, possui três áreas de negócios: CKZ Diversidade que promove eventos próprios: 6ª Edição do Fórum Mulheres em Destaque e a 2ª Edição do Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão, a CKZ Consultoria em Diversidade que tem como propósito apoiar as corporações a construírem programas de diversidade para torná-las mais sustentáveis e responsáveis e a CKZ Agência, que realiza e organiza eventos para clientes com o compromisso de entregar aos clientes serviços inovadores, diferenciados e de alta qualidade.

Serviço

6ª Edição do Fórum Mulheres em Destaque

Data: 22 e 23 de novembro de 2016

Local: FECOMÉRCIO – Rua Dr. Plinio Barreto – 285 – 1º piso– São Paulo

Programação Completa:

http://forummulheresemdestaque.com.br/Content/img/Programa-FMD-

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Encontro com o psicanalista Guilherme Facci.

NM- As três paixões do ser: amor, ódio e ignorância- Esse é o tema do seu próximo seminário sobre o filme Lua de Fel de Roman Polanski.  Freud dizia que a psicanálise é a cura pelo amor. Isso ainda faz sentido nos dias de hoje?

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GF- Essa é uma questão que fica tão clara no dia a dia da clínica. As questões que chegam e os sintomas que são construídos  têm um relação direta com a dificuldade do sujeito de constituir a via da “alteridade”, da “diferença” em relação ao outro. Na maioria das vezes , os pacientes chegam ao consultório para reclamar ou colocar a culpa no outro. O outro é o culpado, o outro é o problema, em uma posição de não implicação na própria queixa. É como se dissessem ” Eu gostaria de me relacionar com alguém idêntico a mim mesmo! O outro é apenas um obstáculo. As pessoas querem se relacionar, mas convivem muito mal com as diferenças.  Querem se relacionar com elas mesmas.

Freud falava sobre O “amor de transferência”, que no interior da clínica é o que permite a invenção de uma nova maneira de amar e portanto de se relacionar com o mundo, não tão fixa na própria fantasia. Uma certa liberdade no final.

NM- Como você relaciona isso com as paixões do ser? O que isso tem a ver com o amor?lua-de-fel

GF- Para a psicanálise, Freud já falava disso em 1914 em seu texto sobre a “Introdução ao Narcisismo” o afeto constitutivo, a “defesa original” em relação ao outro é o ódio e não o amor. O amor é uma produção, uma invenção particular feita a partir do ódio.  Portanto profundamente narcísico desde sua constituição: amo aquilo que é importante e tem valor para mim! Veja que a referência é o próprio “eu”  desde o início. O amor portanto não seria um afeto “instintivo” ou “nato”, mas sim uma criação possível de casa sujeito, para que o laço social exista, e portanto varia muito de acordo com os valores culturais e históricos. O que era amor na idade média está longe de ser o que consideramos amor hoje em dia.  Jacques Lacan chamou esse tipo de amor de Sintoma, algo que faz suplência e permite que um sujeito exista no mundo.

NM- As três paixões do “ser”. 

Primeiro o amor que demanda completude, em sua demanda infinita e impossível de ser respondida, mas possível de ser modalizada. O ódio, afeto constituinte do sujeito que funda o campo imaginário e pede a destruição do outro sob forma de imperativo: ” ou você ou eu”, “matar ou morrer”. E a ignorância, campo da certeza, das consistências e da não implicação do sujeito na própria queixa.

A paixão do ser implica que a ignorância coloque o sujeito na posição passiva e não ativa. Lacan caracteriza a paixão como um padecer, ser objeto passivo. Ele diz de um tormento que um significante impõe ao ser.

Tem gente que “funciona” mais ou menos bem, mesmo com alguma angústia, nessa posição de ignorância durante uma vida inteira. Essas pessoas tem vidas “normais” ( o conceito de normalidade aqui, considero mais patológico e nocivo do que a “loucura”), e provavelmente nunca vão procurar ajuda numa análise. Sofrem sem saber porque. Nem se perguntam sobre isso. É um sofrimento sem escuta, sem um reconhecimento, talvez seja o pior estilo de sofrimento que existe.  O problema é que nós somos constituídos num equívoco e  esse equívoco tomado como uma “missão” de vida pode causar grandes sofrimentos para uma pessoa. Sustentar essa atribuição equivocada durante uma vida inteira dá um trabalho infernal!!!

Resumindo: estamos todos equívocados. Nos constituímos como sujeitos num equívoco e aí permanecemos na posição de ignorância. Um processo de análise pode permitir saber um pouco sobre esse equivoco. Mas não se trata de uma revelação mística religiosa, a psicanálise não opera milagres.

NM- Por que  estamos equivocados? lua-de-fel02

GF- Nos constituímos como sujeitos num equívoco que se dá através de uma suposição imaginária. Mais ou menos assim: ainda nos primeiros meses de vida o bebê começa a perceber ( ou pelo menos a mãe deveria dar condições para que isso acontecesse) que nas idas e vindas da mãe, seu olhar se dirige para outro lugar que não apenas o bebê. Essas idas e vindas, da mãe vão ser significadas pelo bebê como “o desejo da mãe.”

“Mamãe deseja algo que não apenas eu”, essa criança vai se colocar como aquilo que ela supõem que falta à mãe. E essa suposição vai se tornar uma atribuição: ,” Eu sou aquilo que falta no Outro”.  Uma suposição, portanto um equívoco, mas que é necessário para a constituição do sujeito.

Uma experiência analítica permite localizar, saber um pouco mais sobre esse equívoco. Que num final de análise vem sob forma de um verbo, solto. Sem objeto.

Ou seja é possível pelo menos nomear isso que as vezes nos ultrapassa, que é “mais forte que a gente” e que causa sofrimento. Saber sobre esse equívoco, esse engano, de forma nenhuma significa que essa marca será apagada. Não quer dizer que o sujeito terá uma iluminação e tudo estará resolvido.

Mas saber desse equívoco no final de uma análise pode permitir ao sujeito se equivocar um pouquinho de outras formas ( risos ). Ele ganha uma certa liberdade com isso. Uma posição menos fixa na fantasia que criou e sustentou durante tanto tempo.

Um sintoma que antes era uma queixa, pode se tornar a solução da própria queixa se o sujeito responder de outra posição. Fora do campo alienante em que estava anteriormente. Isso pode acontecer num final de análise. Eu disse pode, porque a experiência analítica não oferece garantia nenhuma.

Que loucura não é? ( risos)

Sobre o nosso entrevistado:

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Guilherme Facci, é psicanalista e atende em seu consultório. Além disso coordena grupos formativos em psicanálise dentro de um grupo de pesquisa que se chama ” Estilo & Formalização” ( psicanálise e lógica), voltado para psicanalistas.

Faz também uma vez por mês seminários em seu consultório para o publico “não psi”, onde fala sobre temas variados da clínica e da vida. Os seminários são divulgados em sua página no Facebook e também no site: www.pingpongcultural.com.br

Email para contato/ consultas: facci.psi@gmail.com / facci35@gmail.com

 

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Ex-executiva da Natura abre empresa própria de venda direta

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Apresentar um novo conceito de venda direta para o Brasil. Esse é o objetivo da executiva Andrea Eboli, que após 15 anos em cargos de liderança na Natura, se prepara para o lançamento da Mirandas, empresa que aproveitará o conceito de marketplace,  trazendo-o para venda direta. Sua proposta é criar uma empresa unindo marcas tradicionais de diferentes segmentos em um catálogo que prima pela qualidade, diversidade e pelo cuidado com a curadoria das marcas. A nova empresa começará suas operações no Brasil no primeiro trimestre de 2017.

 De acordo com Andrea, um dos objetivos da Mirandas é dar às marcas a oportunidade diversificar seus canais e atuar na venda direta sem tirar o foco de seu negócio principal. “Somos o quinto país em venda direta no mundo. Só no ano passado, o setor registrou R$ 41,3 bilhões em volume de negócios e forneceu renda para mais de 4,6 milhões de consultores, mas ainda há espaço para amadurecer esse mercado, introduzindo novos conceitos e novas formas de se relacionar com os clientes. A venda direta precisa se modernizar e falar com os hábitos de consumo contemporâneos”, explica Andrea.

Doutora em negócios e venda direta pela Swiss Business School, Andrea Eboli é uma das maiores especialistas em venda direta do Brasil. “Tantos anos acompanhando de perto o mercado dentro e fora do Brasil me fizeram identificar essa oportunidade. A ideia da Mirandas surgiu como uma forma de preencher essa lacuna no mercado local de venda direta”, afirma.

Além da oportunidade de negócios, Andrea enxerga na Mirandas uma chance de fomentar o empoderamento feminino por meio da independência financeira. “Nossa proposta é transformar nossas consultoras em empreendedoras, oferecendo formação qualificada e acompanhamento constante”, explica. Treinamentos diferenciados, estratégia digital e uma estrutura mais orgânica são alguns dos diferenciais que a Mirandas irá implementar.

 Andrea começou a carreira como trainee na Natura, em 2001, onde ocupou diversos cargos, como Gerente Geral, Diretora da Unidade de Negócios São Paulo e, mais recentemente, Diretora de Marketing, quando foi responsável pela entrada da Natura no Varejo. Além da nova empresa, a executiva prepara também sua estreia no mercado literário, que não foge ao tema que permeia toda a sua vida profissional e acadêmica: a venda direta.

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PSICÓLOGA APOSTA NO EMPREENDEDORISMO DEPOIS DOS 50 ANOS E COMEMORA SUCESSO NO MUNDO DOS ORGÂNICOS

14446070_1619624608335105_3800574657839673878_nRecomeçar. Para muitos, essa palavra pode ser sinônimo de fracasso ou vir acompanhada por um sentimento de medo. Começar de novo pode ser trabalhoso e não há garantias de que dê certo, independente do setor da vida em que precise acontecer. Para Leila Oda, psicóloga de Goiânia (GO), recomeçar não foi um problema. Na realidade, foi o pontapé para o sucesso!

O recomeço de Leila aconteceu após duas importantes perdas, há mais ou menos 25 anos. Na época, a psicóloga perdeu seu pai e também seu sogro, vítimas de problemas de saúde ocorridos como consequência de uma vida pouco regrada e pautada por alguns exageros. O momento triste foi encarado por Leila como uma lição e ela resolveu que mudaria não apenas os seus hábitos de vida, mas também de toda sua família, a fim de que todos pudessem usufruir de uma melhor qualidade de vida.

Então, os hábitos alimentares da família mudaram drasticamente: refrigerantes, açúcares, frituras e alimentos muito processados foram cortados da rotina e dieta. Em substituição, muitas frutas, legumes, verduras, alimentos equilibrados e ricos em fibras passaram a integrar o cardápio. Já naquela época, e muito antes de se tornar moda, Leila fazia em sua casa o famoso Suco Verde e oferecia a bebida a toda sua família.  Os resultados da nova rotina começaram a aparecer e chamava a atenção de amigos, vizinhos, parentes e conhecidos. Todos perguntavam à psicóloga como chegar aos resultados que a família inteira vinha apresentado: saúde em dia, pele, cabelo e unhas mais fortes, organismo equilibrado, disposição para as mais variadas atividades, etc.14344704_1615445818752984_965466609059384578_n

Foi assim que em 2013, durante um voo ao lado de um dos seus filhos, surgiu a ideia de montar um negócio próprio que envolvesse o segmento de saúde e bem-estar e que refletisse os hábitos e filosofia de vida que a família segue e acredita. A partir daí, Leila, psicóloga por formação, buscou auxílio em duas consultorias especializadas para viabilizar o modelo de negócio. Uma avaliou o potencial de marketing e vendas e a outra a parte operacional e nutricional. Tendo conhecimento dos gaps do mercado – após muito estudo – e dificuldades enfrentadas pelos consumidores, nasceu, em agosto de 2014, a Terra MadreOrgânicos e Saudáveis (www.terramadresaudaveis.com.br), empório focado no fornecimento de produtos saudáveis para todas as necessidades, do emagrecimento ao ganho de massa muscular, passando por aspectos importantes, como restrição alimentar e também para facilitar a vida daqueles que querem comer bem, mas não têm tempo para preparar suas refeições de forma balanceada.

Leila escolheu as mais de 200 marcas que compõem o mix de mais de 2.500 produtos disponíveis nas prateleiras da Terra Madre. Também acompanhou de perto todo o processo de seleção e homologação de fornecedores de produtos para a Feirinha de Orgânicos que acontece duas vezes por semana nas lojas da marca e formatou o Cantinho da Conveniência que, dentro das unidades, oferece quitutes – doces e salgados – para um lanche saudável.

14446070_1619624608335105_3800574657839673878_nO sucesso da loja foi imediato e logo começaram a chegar os pedidos para que outros pontos de venda fossem abertos. Mais do que isso, alguns clientes a procuravam para saber se poderiam abrir negócio semelhante usando a marca criada por Leila.

Foi assim que um segundo momento teve início na trajetória de Leila como empreendedora. Uma nova consultoria de gestão de negócios foi procurada, o negócio foi mais uma vez avaliado, as arestas foram aparadas e um modelo de negócio ficou estabelecido. Em novembro de 2015, a Terra Madre – Orgânicos e Saudáveis aderiu oficialmente ao modelo de franquias e, finalmente, tornou-se uma opção de negócio chancelado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). Desde então, a marca já contabiliza 12 lojas entre abertas e contratadas em cidades como Goiânia (GO), Brasília (DF), São Luis (MA), Rio de Janeiro (RJ). A meta é fechar 2016 com 20 unidades comercializadas e chegar a 40 até o final de 2017.

“Recomecei em uma área que conhecia bem como consumidora. Foi preciso muita dedicação e coragem para, depois dos 50 anos e com uma carreira bem estabelecida, empenhar energia para fazer uma empresa nascer do zero. Para isso, busquei me cercar de bons profissionais para que avaliassem a viabilidade desse negócio e se era algo que realmente teria mercado. As pesquisas e os dados de mercado mostram que estamos no caminho correto e é motivo de grande satisfação poder levar a marca Terra Madre, por meio de franqueados, ao Brasil inteiro. É um modelo diferente do que existe no mercado brasileiro. Estamos sendo reconhecidos como a 1ª rede de franquias de orgânicos 100% certificados e trabalhando para solidificar esse conceito no franchising”, finaliza Leila Oda.

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