Relacionamentos Virtuais – entrevista com o psicanalista Guilherme Facci

11329842_10206188676977261_7015629402625309099_nNdeM – As mídias sociais estão cada vez mais sofisticadas e práticas. Os perfis permitem cada vez mais dados. Como você  enxerga essas novas formas de relações afetivas? Como as pessoas estão lidando com essas novas “ formas de relacionamentos”?

Guilherme – Acho que as mídias sociais são apenas mais uma ferramenta. A questão está na outra ponta: no sujeito que está sentado na frente do computador. Esse sujeito não muda em função da ferramenta, vai continuar fantasiando, imaginando, desejando e eventualmente sofrendo em suas relações. O acento continua sendo do lado humano. Nesse sentido as mídias sociais podem ser uma ferramenta incrível para aproximar as pessoas ou para se manter absolutamente isolado. As pessoas que se utilizam das redes sociais para ” não se relacionar”, estariam fazendo exatamente a mesma coisa, se por acaso as redes sociais não existissem. O desejo de se relacionar ou de se isolar é anterior a isso.

NdeM – Muitos começam um relacionamento e no primeiro conflito terminam. Quais as consequências desse modo de agir que parece tratar o outro como descartável?

Guilherme – O que escuto no divã, é que esse imediatismo varia muito com a idade. Depois de uma certa idade, e uma certa experiência, as pessoas vão se tornando bastante medrosas. O que talvez seja ainda pior do que o imediatismo. Vejo uma certa covardia. Um medo petrificante de se haver com os próprios desejos. Recebo muitos pacientes que sofrem por não conseguir se separar. Que sofrem muito para dar esse passo em direção ao que desejam. “O que os outros vão pensar?”, ” Mas e meus filhos?”, ” Como vou deixar esse emprego, que me paga uma fortuna”, “mas meu marido é tão bonzinho”, ” não tenho mais idade para isso”…A lista de desculpas é longa. E vão perdendo consistência conforme a experiência no divã avança.

1524761_607533305966438_345207055_nConsidero a grande traição, quando se trai os próprios desejos. E nesse sentido o modelo de casamento atual ( sim eu estou generalizando, nem todos são assim) tem funcionado muito bem: um alibi perfeito para colocar a culpa dos próprios fracassos e desejos não realizados, por covardia, no cônjuge. Um grande passo numa experiência de análise é se implicar na própria queixa. A famosa pergunta: ” Quem sou eu que faz aquilo que me prejudica?” Essa é a entrada em análise, e depois de algum tempo é também a saída. Rsrsrsrs

Ao final de uma análise o sujeito ganha uma “certa liberdade” quando aprende a fazer alguma coisa interessante, respondendo de uma outra posição, exatamente daquele ponto que até então só lhe causava sofrimento. Ter o próprio sintoma jogando a favor e não mais contra.

NdeM –  Atualmente surge com muita força uma nova compulsão: sexo virtual. Fale um pouco desse quadro clínico.

Guilherme – Esse é um sintoma bastante atual, e tem afetado principalmente os homens. Difícil elaborar qualquer teoria por enquanto. A compulsão por sexo em alguns homens e mulheres não tem nada a ver com a invenção da internet, isso já existia antes. Sempre existiu, de maneiras diferentes ao longo da história. Mas a minha hipótese é que algo acontece de mais grave agora. Principalmente entre os homens mais jovens, adolescentes. O acesso ao cardápio de fantasias sexuais e perversões nunca esteve tão fácil. O que antes só era conseguido implorando para o jornaleiro vender uma revista que mal mostrava os pelos pubianos de uma mulher, hoje se consegue ligando o celular. Para o homem, ( não apenas, mas principalmente) ficou muito mais fácil se masturbar olhando para o seu Iphone, do que materializar em ato a própria perversão. ( sim a fantasia neurótica é perversa ), com uma parceira ou parceiro de verdade. O homem sempre morreu de medo de brochar, agora tem a ferramenta perfeita para não ter mais que sair de casa. A capacidade de fantasiar está empobrecida, não apenas por isso, mas o fato é que esse empobrecimento da fantasia é um grande caminho para a depressão. Como disse não é porque existe sexo virtual, que exista a compulsão sexual. Mas nesse caso, a internet como ferramenta está fazendo um grande estrago. Já tive pacientes que não conseguiam mais ter uma relação sexual dita “normal”. Não conseguiam ereção com uma mulher de verdade, mas na frente de um computador eram grandes “comedores”. Ferramentas como o Tinder, tem se tornando cada vez mais um pequeno exercício diário de auto afirmação do que qualquer outra coisa.7964_540431506012873_724650853_n

NdeM – Na sua opinião,  as curtidas, os compartilhamentos, o que querem dizer?

Guilherme – As pessoas estão carentes e ao mesmo tempo não querem conviver com a alteridade. Grande paradoxo contemporâneo: querem conhecer um outro desde que esse outro seja idêntico a elas mesmas. O problema é que as curtidas não vão resolver o problema. Curtir e compartilhar viraram moeda de troca, já ví amizades que terminaram por ausência de “likes”. Se medir por essa métrica, (aliás o uso de qualquer tipo de métrica), causa grande sofrimento. Me parece mais fácil lidar com os “likes” e “unlikes” da vida quando se está “mais ou menos feliz” com a própria vida. Quando digo mais ou menos, quero dizer que não existe a felicidade absoluta que todos publicam no instagram e no Facebook, e correr atrás desse equívoco da existência plena de “Felicidade”, pode levar as pessoas a se deprimirem. Ter uma vida intensa, com momentos de tristeza e felicidade, sabendo que a completude não existe, pode ser uma saída interessante. Você não precisa ser um bobo alegre. Os bobos alegres existem aos montes no Instagram (no Instagram alheio, é claro! rsrsrs)

NdeM – Fale  um pouco  sobre seus projetos .

Guilherme –  Atendo um meu consultório e além disso coordeno grupos formativos em psicanálise dentro de um grupo de pesquisa que se chama ” Estilo & Formalização” (psicanálise e lógica), voltado para psicanalistas. Faço também uma vez por mês seminários em meu consultório para o publico “não psi”, onde falo sobre temas variados da clínica e da vida.  Divulgo o seminários em minha página no Facebook e também no site: www.pingpongcultural.com.br

Guilherme Facci é formado em Comunicação Social pela FAAP, é psicanalista, coordenador de leitura em grupos de estudos formativos em Psicanálise e membro fundador do Grupo de pesquisa Estilo e Formalização – Psicanálise e Lógica.

email: facci.psi@gmail.com

 

 

 

 

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Momento Empreendedora com Fabíola Hoppe – Cofundadora da Hoppe Soul

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Desde os 3 anos de idade Fabíola Hoppe se interessava pelas plantas, flores e ervas que haviam no quintal de sua avó no interior do Paraná. Gostava de emprestar as porcelanas de sua tia para fazer chás e remédios com as folhas e flores que estavam ao seu alcance. Esse olhar único para os remédios naturais levou-a a cursar a faculdade de farmácia. Muitas coisas aconteceram em sua trajetória, até se especializar em marketing estratégico para ajudar nos negócios da família, mas sempre manteve muito presente a vontade de levar a terapia para o dia-a-dia das pessoas.

Estudando as terapias complementares mais usadas no mundo entendeu que é cada vez mais difícil para as pessoas encontrarem ocasiões propícias aos cuidados com a mente e as emoções, mas que ao apreciar esses momentos as pessoas experimentavam o auto-empoderamento sobre o corpo e suas sensações e conseguiam atingir o equilíbrio tão essencial na vida cotidiana. Foi assim que surgiu a Hoppe Soul.

Cada coleção da Hoppe Soul foi especialmente desenvolvida para trazer o equilíbrio dos chakras e ajudar as pessoas a agirem de acordo com cada momento de suas vidas. Essa filosofia trouxe um conceito único de cosméticos. Tendo a inspiração das deusas antigas com a união das terapias complementares proporcionando importantes momentos de contemplação pessoal.

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NM-  Como surgiu a ideia de empreender?

Empreender pra mim está no sangue. Sou filha e neta de empreendedores. Acho que sem querer meu pai me colocou nesse caminho do empreendedorismo desde muito cedo. Comecei minha carreira trabalhando com ele e sempre tive o apoio, dele e da minha mãe, para colocar em prática minhas ideias de negócios. Tive muitas ideias e empresas em diversos segmentos.

NM-Como é seu dia a dia como empreendedora?

Bastante corrido e extremamente gratificante. Faço muitas coisas ao mesmo tempo. A empresa atua com e-commerce e também com equipe de vendas e não é fácil gerenciar tudo. A gestão do tempo é uma das coisas mais importantes para conseguir dar conta de todas as atividades. Mas não abro mão de ter um tempo pra mim e para minha família todos os dias. É o que me mantém centrada e motivada.

NM -Qual o seu maior desafio como empreendedora?

Meu maior desafio é lidar com os imprevistos e incertezas do empreendedorismo. De uma hora para outra tudo pode mudar e você tem que ser rápido para se adaptar e mudar. Sem essa agilidade para tomar decisões os negócios podem trazer surpresas desagradáveis. O bom é que não tem rotina. A cada dia aprendo algo novo.

 

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A Maturijobs chega com a meta de recolocar no mercado quem tem mais de 50 anos.

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Morris Litvak – Fundador da Maturijobs

N de M – A Maturijobs chega com a meta de recolocar no mercado quem tem mais de 50 anos. Como você enxerga essa situação  com a crise atual?

Maturijobs – Enxergo como um grande desafio junto às empresas justamente por ser um momento onde elas estão pensando mais em demitir do que contratar. Ao mesmo tempo, se conseguirmos mostrar às empresas as vantagens em contratar pessoas acima de 50 anos, com suas qualidades e experiências (não só profissionais mas também de vida), isso pode ser visto pelas empresas como um diferencial para se destacar e conseguir superar esse momento de crise. Justamente porque a diversidade corporativa e o diálogo intergeracional são muito importantes e estão começando a gerar cada vez mais interesse nas empresas , isso pode trazer equipes pensando fora da caixa e buscando novas soluções para os problemas atuais.

N de M – Quais são as vagas mais oferecidas pelas empresas?   stock-photo-29199034-mature-woman-working-at-caffe

Maturijobs – Estamos vendo que a área de educação tem bastante abertura para esse público, assim como a de atendimento ao cliente e o terceiro setor. Entretanto, temos falado também com diversas startups que enxergam nas pessoas mais velhas a possibilidade de receber mentoria e consultoria de pessoas experientes de uma forma mais acessível, nas áreas de administração, finanças e gestão de pessoas.

N de M – Quais as dicas para esses profissionais?

Maturijobs  – Que eles se mantenham sempre atualizados e vejam a tecnologia como aliada, e não como uma barreira. E que pensem fora da caixa também, buscando alternativas em áreas e assuntos diferentes do óbvio, olhando para suas habilidades e hobbies como alternativas à possibilidade de geração de renda e ocupação. É preciso ter em mente que o emprego será cada vez mais escasso, mas o trabalho não.

N de M – Você tem outros projetos? Quais?

Maturijobs – Hoje eu me dedico 100% do tempo ao MaturiJobs, mas dentro do MaturiJobs temos diversos projetos que queremos tirar do papel. Por exemplo, cursos para o público 50+, conteúdo para desenvolvimento e inspiração e também apoio ao empreendedorismo para pessoas maduras. Estamos criando uma comunidade forte de pessoas que querem continuar trabalhando mas não buscam mais emprego formal. Para isso precisam se conhecer e interagir entre si para realizar projetos juntos.

stock-photo-59878342-his-passion-is-successN de M – Como você vê o futuro desse mercado?

Maturijobs -Vejo um grande potencial e um grande desafio ao mesmo tempo pois, da mesma forma que precisamos quebrar paradigmas, o envelhecimento da população é um fato que já é realidade e aos poucos tanto o governo como a iniciativa privada irão olhar mais para essa questão. Portanto apesar de ainda termos uma cultura que valoriza muito os mais jovens, há uma oportunidade enorme para quem investir nesse público mais maduro.

 

Mais informações no site – www.maturijobs.com

 

 

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Workshop Desperte,Questione e Provoque sua Comunicação !

No dia 30 de maio acontece o Workshop Desperte, Questione e Provoque sua Comunicação, no Coworking Sabiá, entre  19:00h e  22 hs. Teremos uma rodada de apresentações para estimular o networking,  e depois Lena Whitaker nos apresentará o assunto com dinâmicas. Será interessante e animado, além de nos dar ferramentas importantes para uma boa comunicação.
Captura de Tela 2016-04-13 às 16.52.48Todos sabem que no mercado de trabalho a boa comunicação é pré requisito. Despertar interesse, estimular,  impactar, surpreender o ouvinte com uma boa apresentação, faz toda a diferença.

O objetivo do trabalho é desenvolver a capacidade  de se fazer interessante, prender a atenção, impactar, surpreender, contagiar… E usar a comunicação como ferramenta para envolver os ouvintes, despertando credibilidade e segurança.

Os exercícios e dinâmicas são  focados nas necessidades  de cada participante, mesmo em grupo, os estímulos são dados de forma diferenciada para cada um. Fatores essenciais para um bom trabalho: espontaneidade, humor, afeto e interatividade.

Alguns itens a serem abordados:

  • Como despertar interesse no cliente?
  • De que forma podemos estimular, impactar, contagiar?
  • O que faz de alguém um bom comunicador?
  • Técnicas de apresentação
  • Necessidades específicas de cada um
  • A força do olhar, pausas e dinâmicas vocais
  • O medo do ridículo e a coragem de ousar
  • A presença do humor na comunicação

Esperamos  sua companhia e temos certeza um que ser momento especial. Faça sua inscrição no link abaixo:

https://www.sympla.com.br/workshop-de-comunicacao-verbal-com-lena-whitaker__64194

O Evento é  gratuito,  a contribuição voluntária !

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Momento Empreendedora com Angela Carvalho cozy-wear

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A Angela Carvalho cozy-wear surgiu quando juntei minha paixão por pijamas e o grande sonho de ter uma loja.

Dormir confortavelmente usando pijamas feitos com tecidos nobres era tudo o que eu queria, mas eu não encontrava uma marca que me desse também a possibilidade de “criar” meu próprio pijama de acordo com meu gosto e medidas.

Criei então peças que são combináveis entre si. Você monta seu pijama do jeito que você quiser.

Angela Carvalho cozy-wear faz pijamas com cara de “roupa de ficar em casa” (homewear). Uso somente tecidos gostosos e molinhos, meus modelos não apertam e são soltinhos.

São peças com cores que deixam a gente bonita e com uma modelagem que favorece o nosso corpo.

Com muita criatividade desenvolvo cada peça individualmente e com muita energia positiva  monitoro tudo de perto para que o resultado seja impecável.

Shoot de Moda, Fashion, por Daniel Faizibaioff

Shoot de Moda, Fashion, por Daniel Faizibaioff

Sobre os valores da  Angela Carvalho cozy-wear

Prezamos enquanto marca, a qualidade, o conforto e a liberdade de movimentos.

Apoiamos o consumo consciente, valorizamos os processos manuais, evitando ao máximo o desperdício de materiais usando cada retalho dos nosso tecidos para fazer acessórios para você!

A missão da Cozy-wear é superar as expectativas do cliente oferecendo uma experiência encantadora ao usar nossas peças.  A Cozy-wear se envolve cada dia mais com o universo feminino.

NM: Como surgiu a idéia de empreender?

Shoot de Moda, Fashion, por Daniel Faizibaioff

Shoot de Moda, Fashion, por Daniel Faizibaioff

Angela: A ideia de empreender surgiu quando  vi que precisava comprar pijamas e não encontrava nada do que eu queria aqui em SP, pois morei um tempo fora do pais e notei que o mercado daqui não tinha o produto que eu estava procurando: pijamas e roupas pra ficar em casa que não fossem conjuntos prontos e que eu pudesse ter peças com tamanhos diferentes. Foi então que tive a idéia de desenhar e fazer as minhas peças com cara de roupa.

NM: Como é seu dia a dia como empreendedora?

Angela: Meu dia a dia é bem gostoso, como resolvi ter um e-commerce tive que aprender como isso funciona assim como  tanbém  aprender sobre confecção, costura, molde, etc. É um constante aprendizado em todas as áreas, aos poucos estou delegando algumas coisas como marketing digital, assim consigo me dedicar mais a produção e venda.

NM: Qual foi seu maior desafio encontrado como empreendedora?

Shoot de Moda, Fashion, por Daniel Faizibaioff

Shoot de Moda, Fashion, por Daniel Faizibaioff

Angela: Meu maior desafio é não ser do ramo, não entender de finanças, não entender o mercado que é sempre tao dinâmico. Apesar de já empreender há um ano, continuo me aperfeiçoando e crescendo. Hoje no Brasil empreender é uma aventura mas com preparaçao , cautela e muito trabalho é possível ter sucesso. Acho fundamental acreditar naquilo que fazemos. No meu caso, onde só tenho a vontade e nada de conhecimento, o caminho é mais longo e demorado mas é um caminho rico e cheio de descobertas!

 

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As tendências em negócios sociais para ficar de olho em 2016

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Os negócios sociais têm ganhado mais destaque ao trazer soluções criativas para os grandes problemas do mundo moderno. Investir em uma empresa que busca, ao mesmo tempo, melhorar a comunidade onde está envolvida e ser rentável exige conhecer boas práticas de gestão, vendas, marketing e processos de inovação.

A aposta em iniciativas sociais é um desafio para novos empreendedores com anseio por conhecimento e satisfação na carreira,costumados com a transformação do comportamento das pessoas e das tecnologias.

Veja as tendências no empreendedorismo social para os próximos anos:

 

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Mais oportunidades à vista para empreender

Mais de um bilhão de pessoas vive abaixo da linha de pobreza hoje no mundo, segundo dados do Banco Mundial. Elas não têm acesso a serviços essenciais como água potável, saneamento básico e moradia.

Apesar dos significativos avanços nos últimos anos, o Brasil precisa melhorar muito na questão social. Uma parcela da população brasileira, por exemplo, não conta com serviços de educação de qualidade e apenas 25% possui plano de saúde. À primeira vista, esse cenário pode ser bem desanimador. Porém, é exatamente nesse contexto que negócios com objetivo social ganham força e se fazem necessários.

Para Mauricio de Almeida Prado, da consultoria Plano CDE, há um motivo pelo qual esse tipo de empreendedorismo ajuda a erradicar as desigualdades. “Os negócios sociais utilizam as boas técnicas do mundo corporativo e o espírito humanitário, com uma boa intenção e foco muito claro.”, diz ele.

Mais investimentos disponíveis para iniciativas sociais

Um estudo do Monitor Institute diz que, de 2012 até o início da próxima década, mais de 500 bilhões de dólares serão investidos em negócios sociais de todas as partes do mundo. A expectativa é o aporte de dinheiro em empreendimentos deste cresçam ano a ano.

“No futuro, não vai haver uma distinção entre negócios sociais e negócios tradicionais,” afirma Prado. “A maioria das empresas estarão envolvidas em alguma causa”.

Mais jovens adultos se tornarão empreendendores

É notável o interesse dos jovens adultos em abrir suas próprias empresas. A última edição do estudo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra que 41% dos jovens da América Latina pretendem empreender num futuro próximo.

No empreendedorismo social, é possível observar o mesmo. Uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) revelou que 55% dos millennials, os nascidos entre o início da década de 1980 e o meio da década de 1990, têm o desejo de ajudar outras pessoas a melhorar a qualidade de vida delas. Isso significa que haverá mais pessoas com ideias inovadoras para o bem-estar de todos e também mais recursos para transformá-las em realidade.

Setores como educação e saúde deverão ter mais iniciativas

Segundo uma pesquisa realizada pela Plano CDE em 2011, as principais áreas de atuação dos negócios sociais no Brasil são serviços financeiros (44%), seguidos por saúde e educação (10% cada). Os setores de alimentação, moradia e energia não são muito explorados pelas empresas sociais brasileiras. Cada um é foco de apenas 6% dos empreendimentos sociais pesquisados.

De lá pra cá, o setor da educação foi contemplado com diversas iniciativas sociais. O estudo “Oportunidades em educação para negócios voltados à população de baixa renda no Brasil”, realizado pelo Instituto Inspirare e pela Potencia Ventures, mostra que os negócios sociais voltados a educação devem movimentar R$ 60 bilhões nos próximos anos.

As empresas i9access e Epitrack são bons exemplos de negócios sociais que estão surgindo na área da saúde. A primeira fornece uma plataforma de telemedicina que aproxima profissionais de saúde e pacientes. Com o software, os médicos não precisam estar no mesmo local que seus pacientes para realizar uma série de serviços.

Já a Epitrack cria plataformas digitais para detecção de doenças por meio de crowdsourcing — método de coleta de dados em que os próprios usuários da plataforma enviam informações.

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Dicas para gerenciar seu tempo

1. Limpe e organizedownload (1)download (2).jpg

Manter o seu local de trabalho organizado e limpo vai facilitar muito o cumprimento das suas tarefas. Saber onde está aquela pasta ou em que gaveta você arquivou o último relatório vai te poupar tempo e evitar que as coisas se percam naquela pilha de arquivos que você está deixando acumular no canto da mesa.
Para quem está montando seu home-office é bom colocar na lista de compras gaveteiros, arquivos, organizadores e pastas que devem ter sempre etiqueta de identificação na face exterior.
Para facilitar ainda mais, planeje a organização para deixar tudo o que você precisa com frequência em áreas que estejam ao alcance das mãos. Livros que são consultados sempre podem ser colocados em prateleiras em cima do computador e canetas e grampeadores podem ter um cantinho especial ao lado do teclado ou na primeira gaveta da sua mesa.
No computador, exclua arquivos desnecessários, organize tudo em pastas bem identificadas e coloque aqueles itens que você não pode perder de jeito nenhum em uma nuvem ou HD externo.

2. Renove seus apps

Se a sua vida está no seu smartphone ou tablet, investir em um bom aplicativo para organizar seus afazeres vai te ajudar muito.
Existe uma infinidade de apps com esse propósito. Mas é importante resistir à tentação de baixar vários. Escolha um e concentre tudo lá.  Assim você não corre risco de se confundir entre um aplicativo e outro. Separamos alguns para facilitar sua vida:
Pomodo Timer: já falamos aqui no Impulso sobre a  técnica Pomodoro, que ajuda a gerenciar o tempo. Com esse app simples você pode cronometrar seus intervalos de produção e pausa. Disponível para IOS e Android.
Evernote: Um dos mais conhecidos aplicativos para organização, o Evernote permite registrar seus compromissos e salvar arquivos e páginas da internet para consultar depois. Disponível para Android, IOS, Windows Phone, Blackberry e alguns navegadores web.
Remember the Milk: disponível para os sistemas operacionais IOS, Android, Blackberry e Windows Phone, é um dos apps mais competentes para organização de tarefas. É possível definir prioridades, assuntos e prazos – e ele ainda te notifica para você não esquecer nada.

3. Calcule e priorize download

Quanto tempo vou demorar para fazer essa tarefa? Quantas horas posso passar nessa reunião? Quanto tempo vou levar para chegar neste lugar?. Essas são perguntas que você deve se fazer sempre. Calcular o tempo de trabalho e de compromissos e tentar respeitá-lo vai fazer toda a diferença para você estimar o que pode dar conta durante o dia e aproveitar seu tempo ao máximo.
Depois de levantar suas obrigações, é importante separá-las por ordem de prioridade, colocando sempre aquilo que tem mais urgência ou exige mais atenção antes de tarefas corriqueiras que podem esperar.
Não se esqueça, também, de listar tudo o que precisa para cumprir cada item: fazer um contato telefônico, fazer um pedido por e-mail, solicitar um relatório, comprar material, e por aí vai.

4. Seja rigoroso

Uma olhada nas redes sociais, um lanchinho mais demorado, ou uma conversa mais animada com os colegas podem atrapalhar um dia inteiro de trabalho – e não é exagero não! Se atrasar por causa de algumas dessas distrações podem fazer com que você tenha que correr para entregar algo dentro do prazo ou não se prepare tão bem quanto poderia para uma apresentação, por exemplo.
Ser rigoroso com os cálculos de tempo que você estimou vai te ajudar a ter mais tranquilidade para produzir com qualidade e dentro dos prazos, além de garantir um melhor jogo de cintura se surgir qualquer imprevisto.

5. Descanso também tem hora

E é muito importante. Estender demais o horário de trabalho e com frequência pode acabar te deixando exausto e baixar sua produtividade. Por mais que você ainda se sinta cheio de gás, é importante respeitar seus intervalos para descansar, fazer alongamentos e se alimentar.
Lembre-se que cansaço não é só físico, mas psicológico. A consequência pode ser você se distrair e cometer alguns errinhos que não aconteceriam se estivesse mais descansado e atento.
Fonte- uol
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