Empreendedorismo femininno

Tech’s up! Por mais mulheres na área da tecnologia

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Há mais ou menos 2 meses estava junto com algumas amigas assistindo o filme “Estrelas Além do Tempo”. O filme, baseado em um livro de não ficção, conta a história de três mulheres que tiveram importância fundamental no programa espacial americano, em uma época em que as tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética atingiram seu ápice.

Inevitavelmente o filme também traz uma reflexão acerca da escassez de mulheres no segmento de ciências e tecnologia. Ainda que tenhamos a oportunidade de ver mais mulheres à frente de grandes empresas e trazendo perspectivas e estilos de liderança diferentes (ainda longe do ideal), quando olhamos para o universo de tecnologia, a representatividade feminina ainda se revela bastante tímida.

Em um rápido retorno ao histórico da primeira turma de Computação do IME (Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo), me surpreende que 70% dos alunos eram mulheres. Na época, a computação era um desdobramento do curso de matemática, que tradicionalmente já era mais frequentado por mulheres. O que mudou de lá para cá?

Para responder a essa pergunta, faz bastante sentido que olhemos para a história e alguns dados para entendermos como este cenário foi sendo construído.

Em primeiro lugar, a disseminação global transformou a tecnologia em uma questão cultural que passou a ser influenciada ainda na infância, época em que as meninas começam a ser desestimuladas a seguir carreiras técnicas. Segundo o livro Unlocking the Clubhouse: Women in Computing (‘Entrando no Clubinho: Mulheres na Computação’), da pesquisadora Jane Margolis, metade das famílias americanas decide colocar o computador no quarto do filho homem, gerando uma associação precoce que acompanhará as crianças até a fase adulta. Nas próprias escolas é possível perceber essa mesma falta de estímulo à aproximação da tecnologia, bem como o próprio reconhecimento das habilidades matemáticas nas meninas, que, inevitavelmente, passam a preferir outros tipos de carreiras.

Mesmo quando as mulheres decidem ingressar na faculdade em cursos nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, apenas 26% delas seguem carreira efetivamente na área, contra 40% dos homens (STEM). Isso significa que a maioria das mulheres qualificadas desistem de trabalhar nessas áreas, mesmo após estarem formadas e com conhecimento adquirido.

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Entre as mulheres que finalmente decidem por carreiras técnicas na área de tecnologia, algumas pesquisa revelam que elas imediatamente encontram um ambiente de trabalho bastante desfavorável, com pouca diversidade e um excessivo comportamento machista e competitivo entre os colegas, o que desestimula a permanência nessas empresas.

Essa distorção marca a diferença atual entre as empresas de tecnologia e o resto do mercado de trabalho. No ranking das 100 maiores empresas do mundo, 20% têm, pelo menos, uma diretora. No Vale do Silício, esse número cai para 10% das empresas. De acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, apenas 11% dos profissionais de Engenharia do país são mulheres. Segundo um estudo da Harvard Business School, apenas 10% dos aportes financeiros na forma de investimentos são feitos em startups comandadas por mulheres. Nos Estados Unidos, as programadoras de código correspondem a 26% do total. No Brasil, a situação é ainda pior: apenas 17% dos programadores brasileiros são mulheres.

imagesEssa matemática precisa mudar radicalmente. As empresas de tecnologia precisam compreender a importância de olhar a diversidade como um fator positivo. Pesquisa do Gallup aponta que corporações que apostam em perfis mais plurais – inclusive com mais mulheres – têm um turnover 22% menor e uma facilidade maior na hora de contratar; times de tecnologia com maior diversidade também tendem a ser mais eficientes e produtivos; empresas com profissionais de background diferentes representam melhor a própria sociedade, passam a compreendê-la melhor e desenvolvem a capacidade de produzir produtos e serviços mais adequados e pertinentes aos dias de hoje.

A verdade é que nós, profissionais em posições de liderança, devemos ajudar os gestores a preparar seus times para a diversidade. Isso deve ocorrer não apenas no momento da contratação, mas também de maneira constante, estimulando um ambiente de trabalho que respeite as individualidades. Mulheres têm o direito e a competência para exercer qualquer cargo em qualquer empresa, seja na área técnica, gerencial ou executiva. Precisamos de pessoas talentosas, homens e mulheres, que estejam prontas para assumir o protagonismo que seus cargos exigem, mas que também possam ajudar a construir um mundo mais aberto. Só depende de nós.

Sobre a Movile

A Movile é líder em marketplaces móveis, e tem como grande sonho tornar a vida de 1 bilhão de pessoas melhor através de seus aplicativos. A empresa, que atua no Brasil, Estados Unidos, França, México, Colômbia, Peru e Argentina, já soma mais de 150 milhões de usuários ativos mensalmente. Com 1600 funcionários apaixonados pelo mesmo sonho, empoderados a construir novos negócios com potencial global e motivados a tomarem riscos, a Movile tem como principais pilares os segmentos Food, Tickets, Education & Care e Rapiddo. Para os interessados em fazerem parte do time Movile, as oportunidades estão disponível em movile.com/jobs

 

Luciana Carvalho, Diretora de Gente da Movile

Divulgação

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