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3º International Happiness Forum no Brasil

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O Brasil foi escolhido para sediar a terceira edição do International Happiness Forum, marcado para acontecer em São Paulo, nos os dias 2 e 3 de setembro. Criado em Portugal por Eduarda Oliveira, a primeira edição do evento teve apoio de uma das instituições de ensino universitário mais antigas da Europa, a Universidade de Coimbra, e tem como missão promover o diálogo entre as diferentes áreas do saber e a divulgação de ferramentas, técnicas e conhecimentos para uma vida mais feliz. Entre as instituições que apoiam esta edição do International Happiness Forum no Brasil está o Consulado Geral de Portugal em São Paulo.

Durante os dois dias do evento palestrantes do Brasil, Portugal, Irlanda, China, Japão, Canadá e Uruguai irão abordar temas que apontam perspectivas sobre a felicidade e o bem-estar a partir de diferentes áreas do saber como: psicologia, pedagogia, neurociências, mindfulness, medicina, economia colaborativa, turismo de desenvolvimento pessoal, empreendedorismo social, astrologia, ciências da educação, antropologia, numerologia, yoga do riso, danças circulares etc.

Baseado em um modelo de gestão colaborativa o 3o International Happiness Forum tem como objetivo abrir-se ao maior número de pessoas, proporcionando uma experiência inspiradora e transformadora, oferecendo a elas ferramentas e meios para alcançarem mais felicidade e bem-estar. Os participantes encontrarão Palestras e Mesas de Debate, Workshops Indoor e Outdoor, Expo-Felicidade, Livraria Temática e Alimentação Saudável.

Quatro temas orientadores irão nortear o evento: Eu comigo mesmo; Eu nas relações; Eu nas Organizações e Eu no meio ambiente.

Por esta edição passarão Judy McAllister, canadense que há 30 anos vive na Comunidade de  Findhorn, ecovila sustentável na Escócia, tendo sido a primeira mulher a ocupar o cargo de Coordenação Geral da Comunidade; Stephen Little, irlandês especialista em Atenção Plena (Mindfulness) e diretor no Brasil da The School of Life; Chieko Aoki, formada em Direito pela USP com cursos de Administração em Tóquio e nos Estados Unidos, foi a responsável pela criação no Brasil da rede hoteleira Blue Tree, depois de ter trabalhado em países como Estados Unidos, Ásia e Europa; Rosário Pinheiro, doutora em Ciências da Educação e professora auxiliar na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; Maria Lucia Lee, formada em Física pela Unicamp há quase 40 anos dedica-se ao estudo e ensino da Medicina Tradicional Chinesa; Zaquie Meredith, pioneira no Brasil em Constelações Familiares.

No painel de jovens transformadores teremos Bruno Capão, que após passar pela Fundação Casa e trabalhar como coletor de lixo, formou-se na USP e criou a “Sustenta CaPão” que está mudando um dos bairros mais violentos da cidade. O neurologista especialista em Medicina Antroposófica Ricardo Almeida Leme falando sobre a neuroquímica da felicidade; Patricia Gebrim, psicóloga autora de livros como “Palavra de criança” e “Gente que mora dentro da gente”; Plinio Cutait, mestre de Reiki Coordenador do Núcleo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio Libanês, entre outros nomes.

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A cada edição o International Happiness Forum seleciona uma organização que promova felicidade e bem-estar, para onde destina parte do valor arrecadado com as inscrições. No Brasil foi escolhido o projeto Velho Amigo, coordenado por Regina Moraes, que tem como missão contribuir para a cultura de inclusão do idoso, assegurando seus direitos e valorizando sua participação na sociedade.

19756560_1885370395056805_478553886325351176_nA busca pela realização do International Happiness Forum no Brasil partiu da iniciativa de três profissionais de diferentes áreas: Jamile Coelho, educadora e criadora do Perfil Cognitivo, ferramenta que explora as diferentes inteligências e formas de aprendizado; Ana Lúcia Paíga, psicóloga especialista em Análise Transacional, coach pelo Instituto EcoSocial e Nivea Ferradosa, experiente profissional da área de Marketing e Comunicação.

Fonte: Divulgação

 

 

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Carreira, Entrevistas

Entrevista com Osmar Almeida, sócio da Oito Consultoria.

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NM- Como surgiu a idéia de ser empreendedor?    

O sonho do brasileiro é ser empreendedor, e o meu também era, mas não tinha nunca tido a oportunidade de empreender em algo que realmente fizesse diferença pra mim.

Numa feira de negócios, que eu visitei em São Paulo, percebi que existiam oportunidades inovadoras: intermediação e articulação de negócios internacionais. Foi neste momento que entendi qual meu objetivo e meu propósito e criei minha empresa.

Hoje somos um escritório que gera leads e novos negócios para vários consulados..

NM – Como você identifica uma oportunidade?

Eu caço oportunidades todo os dias. Participo de eventos de negócios, converso o tempo todo com empresários e busco entender quais oportunidades e quais possibilidades estão surgindo.

Manter contato diário com clientes também é produtivo. Muitas vezes são os consulados que me sinalizam as oportunidades internacionais e me pedem indicações de empresas nacionais que queiram investir, vender ou apresentar algum tipo de serviço la fora.

NM-  Quando você considerou a possibilidade de abrir negócio como uma opção de vida?

Essa possibilidade já era um sonho, mas nada me encantava totalmente. Como eu disse, ao me deparar com a mistura de inovação e internacionalização de negócios, eu fiquei mexido. Neste momento, que também era um momento de mudança na minha vida pessoal, eu crie minha empresa.

 NM-  Como você se envolve com a rotina, com as operações do dia a dia?

Minha rotina é muito dinâmica. Estou online 90% do tempo, e uso todos os recursos para falar com meus clientes e parceiros. Adoro tecnologia e isso facilita e muito negócios globalizados e internacionais. Não tenho secretária e para baratear custos trabalho em casa e coworkings.

NM – Você tem parceiros?

Muitos. Para cada negócio, parceiros experts em seus segmentos. Afinal, eu seleciono, escolho e indico empresas nacionais para fazerem negócios fora do país. O grande segredo é ter bons parceiros.

NM – Fale um pouco do seu trabalho atual.

Meu trabalho consiste em mapear, filtrar oportunidades e realizar contratos de parcerias para projetos específicos.

 

 

 

 

Carreira, Empreendedorismo femininno, Entrevistas

Márcia Mocelin Manfrin e o nascimento e desenvolvimento da Apetit Serviços de Alimentação

 

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No início de 1989, Márcia Mocelin Manfrin abriu em Londrina um pequeno restaurante que servia prato feito. Dois meses depois, uma indústria da cidade solicitou o fornecimento de 13 marmitas, pois a cozinha do restaurante interno estava em reforma. Márcia logo se prontificou em atendê-la, e teve a ideia de montar uma empresa de prestação de serviços de alimentação. O objetivo era atender as pequenas empresas de Londrina e seus funcionários. Na época, um mercado carente desse tipo de serviço. Foi assim que surgiu a Apetit Serviços de Alimentação, em julho de 1989.

Márcia não tinha muita expertise no segmento, teve de aprender sobre o segmento de alimentação com o próprio negócio já em operação. No início, desempenhava várias funções ao mesmo tempo: comprava os alimentos, negociava com os clientes e fornecedores, coordenava e entregava as refeições na Kombi que comprou para esta finalidade. Havia uma colaboradora somente, a Dona Tereza, que trabalhou na Apetit desde 1989 até se aposentar, em 2010.  Enquanto trabalhava, os dois filhos pequenos de Márcia a acompanhavam na cozinha, mesmo assim, ela nunca deixou de se capacitar: estudou, correu atrás das exigências próprias do ramo e consegui montar a primeira cozinha industrial, que contava com um fogão, poucas panelas e muita vontade. Hoje, seus dois filhos também trabalham na Apetit, por amor ao negócio da famí ;lia.

Em 1996, a Apetit se tornou líder do segmento de refeições transportadas em Londrina e o negócio foi mudando: ao invés de entregar as marmitas nas empresas, passaram a oferecer o serviço de administração de restaurantes corporativos, primeiro no estado do Paraná e, posteriormente, em outros estados. Hoje atuam em 11 estados, atendendo 180 restaurantes, servindo mais de 100 mil refeições por dia e com um quadro de aproximadamente 2000 mil colaboradores, entre cozinheiros, nutricionistas e gerentes nos setores de marketing, operações, comercial, planejamento e recursos humanos. A Apetit faturou, no último ano, R$ 120 milhões e estima crescer 30% em regiões estratégicas.

O diferencial da Apetit é oferecer serviços com um padrão superior, diferente do tradicional “bandejão” dos refeitórios industriais. A empresa une alimentação de alta qualidade e ambientes sofisticados e acolhedores, oferecendo uma experiência diferenciada aos clientes consumidores, ao montar restaurantes com opções diversificadas de cardápios e qualidade de vida. No começo atendiam empresas menores, com menos colaboradores e sem estrutura de restaurante. Hoje, as empresas que atendem são, em sua maioria, indústrias que possuem cozinha industrial, restaurante e uma grande quantidade de colaboradores.

Márcia, mulher de sucesso que incentiva o empoderamento das mulheres no mercado de trabalho

A Apetit possui um quadro de colaboradores 90% composto por mulheres, sendo 93% dos cargos de liderança ocupados por mulheres. Por isso, incorporam e desenvolvem diversas práticas que têm como objetivo atender às necessidades das nossas colaboradoras, estimulando o crescimento pessoal e profissional.

Apetit recebeu o Prêmio WEPs Brasil, o prêmio é uma inciativa que visa promover a cultura da igualdade de gêneros entre as empresas brasileiras, com base nos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, do inglês Women’s Empowerment Principles). A premiação se deu por conta das boas práticas de gestão, que visam a promoção da autonomia do ser humano como um pré-requisito para se alcançar o desenvolvimento sustentável da empresa. No mesmo ano, também se tornaram signatários do WEPs mundial, promovido pela ONU. Esta distinção foi dada a somente 58 empresas brasileiras e a Apetit é a única do setor de refeições coletivas.

 

Apetit – Uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil

A cultura organizacional, os valores éticos, a transparência, o cuidado e respeito pelas pessoas são os princípios que norteiam todas as ações da Apetit. O investimento nas práticas e benefícios foi reconhecido pela pesquisa conduzida pelo Instituto Great Place to Work, feita com os próprios colaboradores da empresa. A pesquisa premia as melhores empresas para trabalhar no Brasil e reconheceu a Apetit pelo 4º ano consecutivo. A empresa é a única do setor de administração de restaurantes corporativos a receber o prêmio, ocupando a 28ª colocação no ranking geral.

 

Universidade Apetit

Em 2013, com investimento de R$ 1.300.000,00, foi criada a Universidade Corporativa Apetit, a UNIAP. A ideia é que todos os colaboradores (sejam administrativos, operacionais ou lideranças) participem de algum programa de desenvolvimento. Por ter colaboradores espalhados por 12 estados, foram pensadas em aulas presenciais e à distância. Dessa forma, toda a equipe é envolvida. O objetivo da UNIAP é capacitar e desenvolver os colaboradores da Apetit para que alcancem o crescimento que a empresa projeta e com a excelência de seus serviços. Há cursos voltados para o desenvolvimento profissional e comportamental da equipe.

Apetit e seus programas de responsabilidade social

O Instituto Apetit de Educação conta com diversos programas sociais que proporcionam o desenvolvimento profissional e comportamental dos colaboradores, visando a qualidade de vida no ambiente de trabalho. Os programas foram idealizados para atender os colaboradores da Apetit e a comunidade onde a empresa está inserida. São eles:

Mamãe Apetit

O Programa Mamãe Apetit visa orientar e acompanhar as futuras mamães colaboradoras da empresa para uma gestação saudável e responsável. Cartilhas e folhetos levam às gestantes informações, orientação nutricional e dicas que vão do pré-natal ao aleitamento, além dos cuidados com o bebê. Assim, através de monitoramento de assistentes sociais e de material informativo, o Instituto está presente durante toda a gravidez. Desde o início do projeto em 2006, o Instituto Apetit já beneficiou 230 mulheres, garantindo a saúde da mãe e do bebê.

Integrar

Este programa tem como objetivo oferecer oportunidades de emprego às pessoas portadoras de necessidades especiais que estejam interessadas em integrar-se ao mercado de trabalho.

 

Divulgação

 

Empreendedorismo femininno, Entrevistas, imagem e estilo, personal stlylist

Bate papo com a personal stylist Lais Urizi

NM-O que faz um Personal Stylist?

Antes de tudo acho importante contar a diferença entre Personal Stylist e Consultor de Imagem e Estilo.

20160426_032046000_ios-200x300 Um personal stylist está muito mais ligado ao agora, aos looks atuais, moda e o que mais valorizará o cliente de acordo com seu estilo e preferências.

 Já o consultor de imagem e estilo vai mais a fundo. Tem um trabalho mais abrangente cuidando da imagem completa do cliente e o que ele vai projetar para o mundo.

Um consultor de imagem normalmente é também personal stylist, mas um personal stylist nem sempre será um consultor de imagem.

NM-Como começou a se interessar por moda e qual sua relação com ela?

Na minha família todo mundo mexe com alguma coisa relacionada a moda/imagem/arte. 20160427_050418000_ios-199x300Minhas duas avós costuram, uma delas já teve uma oficina que atendia marcas de médio porte. Meu avô fazia tricô, minha mãe também faz e uma das minhas tias é decoradora. Acho que essa coisa de observar, me ligar em tendências  vem de sempre. Há 4 anos comecei a bordar camisetas e vender na faculdade. Disso veio meu primeiro trabalho com moda e minha primeira filha, uma marca de camisetas e acessórios femininos (Lafynna). Nesse caminho sempre fui bem palpiteira,ajudava a comprar roupas pra ocasiões especiais, festas, viagens e me intrometia no que achava bom ou não!rs Quando decidi deixar meu emprego anterior (Sou formada em Secretariado Executivo Trilingue e Marketing) tive uma “luz” e resolvi me jogar de vez nesse universo da consultoria de imagem e estilo. Sempre tive muito comigo essa coisa de ajudar ao próximo, ajudar o outro com seus problemas e nesta profissão vi uma luz: ajudar mulheres com sua autoestima, seus problemas . A consultoria é quase uma terapia! Amo!  Minha relação com a moda hoje é bem tranquila. Já fui a louca das compras. De doar peças e peças com etiqueta. Depois de ter que segurar o cartão um tempo e de entender o reflexo que essas escolhas tem na nossa vida e a longo prazo, melhorei bastante. Consigo enxergar melhor o que cabe no meu armário, do que preciso e não comprar mais por impulso! (as vezes sapatos e acessórios escapam! Não sou de ferro hahaah)

NM-Na hora de fazer uma consultoria de imagem pessoal, quais sãos os pontos fundamentais a se levar em consideração?

20160426_032300000_ios-200x300Antes de contratar o serviço  tem que existir  a identificação com o profissional e o método de trabalho dele. Hoje com as redes sociais fica tudo mais fácil. Tenho clientes que me escolheram depois de me acompanhar um tempão no instagram, por exemplo. Acharam bacana a forma que trabalho e resolveram fechar.  Depois disso,  temos  o  processo de mudança e como todo processo deve ser tratado com muito carinho, cuidado e estudo. Nada acontece do dia pra noite, não é mágica!rs È um trabalho que acontece em conjunto. Cliente e consultora devem estar MUITO alinhadas para que as coisas funcionem e não saiam dos eixos. Confiança é um dos pontos principais. Nós (profissionais) entramos literalmente de cabeça na vida/universo da cliente. Entramos na casa dela, no armário dela e se ela não estiver preparada de antemão para isso, pode criar algum tipo de resistência que em algum momento trará desconforto durante o processo.  E, por fim, considerar que sairá deste trabalho uma nova pessoa, entendendo exatamente quem ela é, o que quer transmitir e o que realmente transmite!  Éste é um trabalho lindo e sou apaixonada por ele e todos os resultados que vejo florescer.

NM-O QUE É “ESTAR NA MODA”?

Estar na moda, pra mim, ao contrário do que muitos pensam não é SEMPRE torrar horrores no shopping a cada troca de estação. É saber se adequar da melhor maneira possível, antes de qualquer coisa com o que tem. Éstar ligada no que é tendência mas sem se deixar ser engolido por ela. Entender sobre todos os processos e impacto  de cada escolha.Pra mim quem vive escravo desta indústria é exatamente o contrário: total “fora de moda”.

NM-TENDENCIAS PARA O VERÃO 2017.

Pra próxima estação temos muitas peças desestruturas e looks mais descontruídos. Peças mais largas, tecidos fluidos, sapatos masculinos nas produções femininas, coletes em tecidos mais leves e mais compridos e muitas bombers em diversos tecidos e tipos. Os patches continuam também super fortes e as aplicações com bordados nas peças também.

NM- FALE UM POUCO DO SEU TRABALHO.20160427_044007000_ios-200x300

Falar do que faço é muito amor, pois realmente me encontrei em uma profissão. É um trabalho sem rotina. Entro sempre em um universo totalmente diferente e falo pras minhas clientes que, pra mim, é como brincar de boneca. Vestir, tirar, escolher peças, desvendar coisas que nem elas imaginavam sobre elas mesmas e chegar no fim e ver aquela pessoa confiante e feliz com ela mesma, com seu corpo, roupas e estilo é muito compensador.

SITE – http://www.laisurizi.com.br/

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BELAS ARTES REALIZA 2ª EDIÇÃO DO FÓRUM BELAS ARTES DE ECONOMIA CRIATIVA

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Steven Pedigo, diretor de Pesquisa e Cidades do Creative Class Group, desenvolveu um estudo abrangente das indústrias e dos âmbitos criativos em São Paulo, que englobam setores de tecnologia, artes, cultura, arquitetura, design, ciência, entre outros. Esse estudo foi feito por alunos de pós-graduação da instituição sob direção de Pedigo e será apresentado nesta 2ª edição do Fórum. A ideia da pesquisa é entender melhor as vantagens competitivas, as oportunidades e os desafios associados com a economia criativa em São Paulo e, além de olhar para indicadores do setor, foram desenvolvidos perfis qualitativos das indústrias e áreas desta economia na cidade. “Tivemos como premissas os 4 Ts – tecnologia, território, talento e tolerância – para avaliar São Paulo como cidade criativa”, explica Pedigo.

Na ocasião, a instituição vai aproveitar para lançar o laboratório de Design e Experiências Imersivas, que será supervisionado por Bruna Petreca com consultoria de Ricardo Laganaro, diretor da O2 Filmes, responsável pelo departamento 3D da produtora. Por isso, a Belas Artes procurou reunir empresas e profissionais engajados neste setor para debater assuntos como realidade aumentada, vídeos em 360° e realidade virtual.

Entre os palestrantes estão Ricardo Justus, diretor de inovação da rede Record, que vai discutir sobre as possibilidades e os desafios de contar histórias em realidade virtual; Marcelo Daou, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios e soluções para dispositivos móveis, incluindo aplicativos, wearables e IoT na Samsung. Ele vai apresentar as oportunidades do mercado de wearables no Brasil.

Janaína Augustin e Quico Meirelles, diretores da O2 Filmes, também estarão presentes e vão falar sobre os desafios que as produtoras terão de enfrentar com o avanço cada vez mais acelerado da tecnologia, dando destaque para a realidade aumentada e virtual. O Fórum vai receber ainda Rawlinson Terrabuio, cofundador da Beenoculus, empresa que desenvolveu o primeiro óculos de realidade virtual produzido no Brasil. Ele vai destacar as oportunidades que a realidade virtual está criando para toda a indústria de economia criativa e a promessa de ser a disrupção em setores tradicionais como o da Educação.

Além disso, o evento vai contar com uma conferência online que será realizada downloaddiretamente dos Estados Unidos. Barry Pousman, cofundador e CEO da Variable Labs, vai discutir sobre experiências imersivas em realidade virtual. Antes de abrir sua empresa, Pousman era estrategista-chefe na ONU, onde ajudou a implementar novas iniciativas de mídia em torno da promoção do desenvolvimento sustentável. Em sua cartela de clientes atuais estão empresas como Google, XPRIZE e a própria ONU.

O Fórum Belas Artes de Economia Criativa tem como objetivo apresentar a população em geral os principais cases e propostas da indústria criativa.  A intenção é debater os novos formatos da economia e seu potencial de contribuição para o desenvolvimento dos países. O evento é aberto ao público, gratuito e para participar basta a inscrição com antecedência no site www.belasartes.br/forum.

 

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Empreendedorismo femininno, Entrevistas

A jornalista Érika Gimenes assina autoria de blog de entrevistas de viagens .

 

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Saramago escreveu em seu livro Viagem a Portugal: “A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa.” Contar histórias de viagens por meio da ótica dos viajantes é a proposta da jornalista Érika Gimenes, autora do blog de entrevistas sobre viagens Vem Por Aqui.

O blog conta dicas tradicionais sobre destinos, hospedagens e restaurantes, mas o grande diferencial está nas histórias únicas contadas por Érika Gimenes em suas entrevistas, que mostram a magia e a diversidade de cada roteiro. A ideia da autora é fazer com que os posts sejam um ponto de partida para a pesquisa do público, com informações consistentes e links que podem ajudar a, literalmente, fazer as pessoas viajarem pelos destinos abordados.

“Acredito no poder transformador da informação e sei, por experiência própria, que uma viagem fica ainda mais interessante quando a gente encontra referências que nos ajudam a montar uma programação, criar mais expectativas e viver o roteiro antes mesmo da partida”, relata Érika. O blog foi lançado no fim de maio deste ano e já tem na bagagem mais de 40 entrevistas gravadas e editadas com apaixonados por viagens, como por exemplo, o caso de amor e ódio na Ásia relatado pela blogueira de viagens Adriana Setti, do Achados; a dica especial da terra dos ‘aussies’ dada pela engenheira Érika Schunk, que já rodou o mundo viajando; e um relato da própria autora cheio de informações para quem quer morar e estudar em Barcelona. “A essência do Vem Por Aqui são as histórias únicas, sob a ótica de viajantes que ajudam a entender a magia e a diversidade de cada roteiro”, ressalta a jornalista, que compartilha novidades no blog, pelo menos, duas vezes por dia.

Estou reunindo material para o blog desde o ano passado, já tenho, além das entrevistas realizadas, uma lista de aproximadamente cem entrevistados. Todo mundo tem uma história para contar de um lugar ou situação vivida. Eu quero dar vida a estes relatos e organizar todas as informações que conseguir num só espaço, para que as pessoas se abasteçam das boas experiências dos outros antes de se aventurarem para algum lugar” conta Érika, que complementa: “o fato de não ser a opinião de uma só pessoa, com uma única maneira de ver as coisas, possibilita uma riqueza maior dos roteiros e dicas. Acho que o blog atende um público variado, porque dá voz para pessoas diferentes, com pontos de vistas distintos e que falam sobre lugares múltiplos. Estou muito otimista”, finaliza, com entusiasmo.

Sobre Érika Gimenes

Érika Gimenes nasceu em Campos dos Goytacazes, no interior do Estado do Rio de Janeiro, e veio para a capital mineira em 2004. Já com experiência acumulada em veículos de comunicação no interior de Minas, em BH trabalhou como repórter e apresentadora de TV durante a última década.

 

Discussões, Entrevistas

Relacionamentos Virtuais – entrevista com o psicanalista Guilherme Facci

11329842_10206188676977261_7015629402625309099_nNdeM – As mídias sociais estão cada vez mais sofisticadas e práticas. Os perfis permitem cada vez mais dados. Como você  enxerga essas novas formas de relações afetivas? Como as pessoas estão lidando com essas novas “ formas de relacionamentos”?

Guilherme – Acho que as mídias sociais são apenas mais uma ferramenta. A questão está na outra ponta: no sujeito que está sentado na frente do computador. Esse sujeito não muda em função da ferramenta, vai continuar fantasiando, imaginando, desejando e eventualmente sofrendo em suas relações. O acento continua sendo do lado humano. Nesse sentido as mídias sociais podem ser uma ferramenta incrível para aproximar as pessoas ou para se manter absolutamente isolado. As pessoas que se utilizam das redes sociais para ” não se relacionar”, estariam fazendo exatamente a mesma coisa, se por acaso as redes sociais não existissem. O desejo de se relacionar ou de se isolar é anterior a isso.

NdeM – Muitos começam um relacionamento e no primeiro conflito terminam. Quais as consequências desse modo de agir que parece tratar o outro como descartável?

Guilherme – O que escuto no divã, é que esse imediatismo varia muito com a idade. Depois de uma certa idade, e uma certa experiência, as pessoas vão se tornando bastante medrosas. O que talvez seja ainda pior do que o imediatismo. Vejo uma certa covardia. Um medo petrificante de se haver com os próprios desejos. Recebo muitos pacientes que sofrem por não conseguir se separar. Que sofrem muito para dar esse passo em direção ao que desejam. “O que os outros vão pensar?”, ” Mas e meus filhos?”, ” Como vou deixar esse emprego, que me paga uma fortuna”, “mas meu marido é tão bonzinho”, ” não tenho mais idade para isso”…A lista de desculpas é longa. E vão perdendo consistência conforme a experiência no divã avança.

1524761_607533305966438_345207055_nConsidero a grande traição, quando se trai os próprios desejos. E nesse sentido o modelo de casamento atual ( sim eu estou generalizando, nem todos são assim) tem funcionado muito bem: um alibi perfeito para colocar a culpa dos próprios fracassos e desejos não realizados, por covardia, no cônjuge. Um grande passo numa experiência de análise é se implicar na própria queixa. A famosa pergunta: ” Quem sou eu que faz aquilo que me prejudica?” Essa é a entrada em análise, e depois de algum tempo é também a saída. Rsrsrsrs

Ao final de uma análise o sujeito ganha uma “certa liberdade” quando aprende a fazer alguma coisa interessante, respondendo de uma outra posição, exatamente daquele ponto que até então só lhe causava sofrimento. Ter o próprio sintoma jogando a favor e não mais contra.

NdeM –  Atualmente surge com muita força uma nova compulsão: sexo virtual. Fale um pouco desse quadro clínico.

Guilherme – Esse é um sintoma bastante atual, e tem afetado principalmente os homens. Difícil elaborar qualquer teoria por enquanto. A compulsão por sexo em alguns homens e mulheres não tem nada a ver com a invenção da internet, isso já existia antes. Sempre existiu, de maneiras diferentes ao longo da história. Mas a minha hipótese é que algo acontece de mais grave agora. Principalmente entre os homens mais jovens, adolescentes. O acesso ao cardápio de fantasias sexuais e perversões nunca esteve tão fácil. O que antes só era conseguido implorando para o jornaleiro vender uma revista que mal mostrava os pelos pubianos de uma mulher, hoje se consegue ligando o celular. Para o homem, ( não apenas, mas principalmente) ficou muito mais fácil se masturbar olhando para o seu Iphone, do que materializar em ato a própria perversão. ( sim a fantasia neurótica é perversa ), com uma parceira ou parceiro de verdade. O homem sempre morreu de medo de brochar, agora tem a ferramenta perfeita para não ter mais que sair de casa. A capacidade de fantasiar está empobrecida, não apenas por isso, mas o fato é que esse empobrecimento da fantasia é um grande caminho para a depressão. Como disse não é porque existe sexo virtual, que exista a compulsão sexual. Mas nesse caso, a internet como ferramenta está fazendo um grande estrago. Já tive pacientes que não conseguiam mais ter uma relação sexual dita “normal”. Não conseguiam ereção com uma mulher de verdade, mas na frente de um computador eram grandes “comedores”. Ferramentas como o Tinder, tem se tornando cada vez mais um pequeno exercício diário de auto afirmação do que qualquer outra coisa.7964_540431506012873_724650853_n

NdeM – Na sua opinião,  as curtidas, os compartilhamentos, o que querem dizer?

Guilherme – As pessoas estão carentes e ao mesmo tempo não querem conviver com a alteridade. Grande paradoxo contemporâneo: querem conhecer um outro desde que esse outro seja idêntico a elas mesmas. O problema é que as curtidas não vão resolver o problema. Curtir e compartilhar viraram moeda de troca, já ví amizades que terminaram por ausência de “likes”. Se medir por essa métrica, (aliás o uso de qualquer tipo de métrica), causa grande sofrimento. Me parece mais fácil lidar com os “likes” e “unlikes” da vida quando se está “mais ou menos feliz” com a própria vida. Quando digo mais ou menos, quero dizer que não existe a felicidade absoluta que todos publicam no instagram e no Facebook, e correr atrás desse equívoco da existência plena de “Felicidade”, pode levar as pessoas a se deprimirem. Ter uma vida intensa, com momentos de tristeza e felicidade, sabendo que a completude não existe, pode ser uma saída interessante. Você não precisa ser um bobo alegre. Os bobos alegres existem aos montes no Instagram (no Instagram alheio, é claro! rsrsrs)

NdeM – Fale  um pouco  sobre seus projetos .

Guilherme –  Atendo um meu consultório e além disso coordeno grupos formativos em psicanálise dentro de um grupo de pesquisa que se chama ” Estilo & Formalização” (psicanálise e lógica), voltado para psicanalistas. Faço também uma vez por mês seminários em meu consultório para o publico “não psi”, onde falo sobre temas variados da clínica e da vida.  Divulgo o seminários em minha página no Facebook e também no site: www.pingpongcultural.com.br

Guilherme Facci é formado em Comunicação Social pela FAAP, é psicanalista, coordenador de leitura em grupos de estudos formativos em Psicanálise e membro fundador do Grupo de pesquisa Estilo e Formalização – Psicanálise e Lógica.

email: facci.psi@gmail.com