Empreendedorismo femininno

Mulheres de Negócios de Mulheres

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Poder do espelho e da atitude

A preocupação de toda mulher que trabalha ou tem seu próprio negócio é a falta de tempo de se cuidar, ir ao médico, à academia ou ao clube. Justamente para discutir o tema que surgiu o Fórum Mulheres em Destaque.
Em corpo jovem e magro, a nutricionista Ana Carolina da Rocha Rodrigues e a fisioterapeuta Roberta Marques com silhueta definida e pernas à mostra, procuraram demonstrar a importância da boa alimentação e dos exercícios físicos para a saúde física e mental. Você é o que você come e mente sã em corpo sadio, são frases comuns, mas continuam sendo verdadeiras e comprovam outra máxima, a de que a melhor qualidade de vida aumenta a produtividade.
Ana Rodrigues descreveu a pirâmide alimentar desenvolvida pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard (EUA) em que a base são os óleos vegetais, os grãos integrais, frutas, legumes e verduras, no meio peixes e aves e por último, em menor quantidade, as carnes vermelhas. Nem o vinho, tido como alimento, é recomendável. Ana Rodrigues sugere a substituição por suco natural de uva.
A Faculdade de Harvard recomenda também seis refeições diárias em pequenas quantidades, para controlar o peso, ingestão de dois litros de líquidos, sendo um de água e acréscimos de alimentos funcionais contendo Omega 3 como salmão, linhaça, flavonóides, como uva rosada, framboesa e amora e catequina, chá verde ou branco, de morango ou uva.
Roberta Rodrigues, dona de academia em Brasília conta que não representava exatamente um modelo para os clientes que buscavam nos aparelhos de ginástica a solução para os quilos a mais e a vida sedentária. Ela era entre 7 e 8 quilos mais pesada que hoje e corria o dia todo para dar conta do trabalho, da reforma e ampliação da academia, escola e casa. Até por dever de ofício, sabia dos benefícios dos exercícios físicos, mas sempre encontrava na falta de tempo a desculpa para não começar. Por cobrança do espelho e pela vontade de correr a Meia Maratona do Rio de Janeiro, tomou a decisão de começar e, em seis meses disputou e terminou, bem segundo ela, a meia maratona. Tomou gosto pelas corridas e exercícios aeróbicos, que agora faz com prazer.
Importância da saúde
Os gestos das participantes eram de confirmação e de preocupação quando a médica ginecologista Iara Badacini começou a falar sobre o descaso que as mulheres que trabalham têm com sua própria saúde. Fazer um check-up anual não é cuidar da saúde. Os exames com resultados normais não são sinônimos de saúde, que, pela definição da OMS (Organização Mundial de Saúde) é o pleno bem estar físico e mental. “Ter vontade de fazer sexo também é saúde e pediu para as mulheres lembrarem quando foi a última vez que tiveram essa vontade. “A ultima vez que fizeram não vale!”.
Ela diz que as mulheres que levam uma vida louca deixam por último sua saúde, em geral querem os pedidos dos exames por e-mail e enviar os resultados também. “Mas isso não é possível, eu preciso examinar, quero conversar”, diz ela, que também tinha uma vida profissional e pessoal muito atribulada.
Iara Badacini conta que as pessoas precisam de um start-up para mudar. “O meu foi quando minha filha disse que sairia do balé porque eu era a única mãe nunca havia ido ver uma apresentação na escola”. Ela diz que sofreu muito ao deixar o emprego como obstetra, mas a filha continuou no balé e ela foi buscar ajuda de um terapeuta, que freqüenta há cinco anos. E recomenda.
Para jogar ainda mais preocupação à platéia, a médica citou pesquisas que mostram que as mulheres estão enfartando mais e com menos de 40 anos. “Quanto mais jovem, mais forte é o ataque cardíaco e maiores são as possibilidades de óbito”, alertou. Afirmou também que as mulheres que fumam e tomam anticoncepcional tem 20% mais chances de ter infarto; as obesas, com menopausa tardia ou menarca precoce, tem mais de ter câncer de mama. O câncer de colo de útero é o segundo que mais mata mulheres e uma das causas é o HPV, que afeta a maioria das mulheres. Por isso, ela recomenda os exames de papanicolau e vulvoscopia uma vez por ano.
Outra preocupação da médica Baldacini é a gravidez cada vez mais tardia e mais comum nas mulheres que colocam a carreira acima da preocupação de ser mãe. A probabilidade de gravidez em uma mulher de 40 anos é de 36% em um ano inteiro de tentativas, enquanto de uma jovem de 20 é de 86%. A inseminação artificial, além de cara, tem sucesso em apenas 30% dos casos, alertou.
Fórum alcança todos os objetivos
Um painel sobre saúde e bem estar da mulher e um talk show, com depoimentos de mulheres de sucesso concluíram o Fórum Mulheres em Destaque, ontem (15/9) na Fecomércio, em São Paulo. Cerca de 200 participantes se reuniram nos dois dias, mulheres empresárias, executivas e profissionais liberais, que também visitaram a feira com produtos e serviços dedicados especialmente às mulheres como cursos de pós-graduação da FGV e da Sociedade Brasileira de Coaching, CDs e DVDs sobre ioga e meditação, e seguros, entre outros.
Para a organizadora de evento, Cristina Kerr, titular da empresa CK Eventos, todos os objetivos foram alcançados e, pelos elogios recebidos dos palestrantes e das participantes nos intervalos e no encerramento, assim como o agendamento da segunda edição do Fórum para outubro do próximo ano, atestam o sucesso da iniciativa, “Descobrimos um nicho e acreditamos na idéia sugerida pela Flávia”, disse Kerr lembrando que ela e Flávia Mastrobuono estavam tomando café e reclamando do excesso de trabalho, da falta de tempo de se cuidar, de ir ao médico, à academia ou ao clube.
“Essa é uma preocupação de toda mulher que trabalha ou tem seu próprio negócio e você acaba de dar uma idéia, por que não discutir isso num fórum com especialistas?”, eu disse a ela. E começamos a escrever tudo que vinha na cabeça, a lembrar de nomes importantes, falei com meu professor da FGV, Antônio André e ele nos incentivou a fazer. Kerr tem a empresa de eventos há cinco anos e organizado feiras e congressos nas áreas de transporte ferroviário e de logística. Na próxima semana estará nos EUA, montando o estande do Brasil numa feira de tecnologia ferroviária em Mineápolis, a pedido do Itamaraty.
Divulgação
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Liderança feminina a caminho do topo

Palestrantes do gabarito de Ionara Pantes Domingues, diretora de Recursos Humanos da Iveco Latin America, de Graça Bernardes, diretora da GB Desenvolvimento Humano e Empresarial e presidente do Comitê de Mulheres Executivas do WTC-SP e da jornalista Joyce Moysés, autora do livro “Mulheres de Sucesso Querem Poder … Amar” estiveram no Fórum Mulheres em Destaque. O evento tem apoio da Fundação Getúlio Vergas (FGV), da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de São Paulo (BPW-SP), da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e
Profissionais (SPW Brasil), da Sociedade Brasileira de Coaching, do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo, do Mulheres de Negócios do Linkedin, do Incríveis Mulheres Automotivas, da Associação Brasileira de
Logística (Aslog), do Quantum Lab e do Jornal Folha Mulher.
Cunha no fechado clube masculino
A presença de uma mineira no alto escalão da Iveco Latin America, fábrica de caminhões de origem italiana, a única
em toda a diretoria, marca um gol nessa corporação multinacional comandada historicamente por homens. Para ela, a engenheira Ionara Pontes Domingues, foi uma conquista depois de fazer carreira na Fiat e em outras empresas do grupo no Brasil. Ela atribui a promoção à visão moderna do presidente da empresa, que tem escolhido seus executivos, com olhar sem preconceito, baseado na competência profissional, indiferente ao gênero. “Em geral as mulheres eram mais bem qualificadas, diz ela. A Iveco Latin America, que triplicou o número de funcionários nos últimos quatro anos, deve se tornar um case de gestão para o grupo”, afirmou. Como diretora de Recursos Humanos, ela faz a gestão de pessoas e de processos, adotando como princípio ouví-las tentando colocar no lugar de cada uma, reconhecendo o papel de liderança ou gerencial para construir uma relação de confiança e obter os resultados almejados.
Ionara Domingues afirma que, apesar das pressões inerentes ao cargo, sente-se confortável porque faz o que gosta. Proprietária de três fazendas de reflorestamento em Minas Gerais, no segundo casamento e com três filhos menores, poderia deixar de trabalhar, se quisesse. Confessa ter conflitos e remorsos por não dar aos filhos a atenção que gostaria,
principalmente quando fica sabendo, por exemplo, que sua filha recentemente havia ficado em dependência em quatro matérias na escola. “Várias vezes tenho perguntado a eles se gostariam que eu deixasse o trabalho para ficar com eles em casa, mas a resposta tem sido a mesma sempre, que eu continue a me dedicar ao trabalho”. Ela diz que o melhor que pode fazer é dar exemplos para seus filhos. E cita o caso de uma irmã, que deixou de trabalhar para criar os filhos e nem ela nem os filhos são mais felizes por isto. Além de se dedicar à empresa e à família, Ionara acha tempo para fazer peças em uma marcenaria que montou recentemente em casa, tocar saxofone e violão, além de fazer caminhada e
meditação. “Nada disso é feito com muita dedicação, mas estas atividades me ajudam. Na convivência com seus pares na diretoria, ela diz que é a que mais fala. “O que a mulher tem de diferente é que ela fala para pensar, enquanto os homens pensam antes de falar”. Mas que costuma ser ouvida e reconhecida. ”Gostaria muito de ser racional, mas sou emocional com o lado materno sempre aflorado”, diz ao referir-se à convivência com filhas de mães que trabalham e que encontram nela o aconchego que carecem. Para evitar que esse comportamento afete a gestão, pediu a um auxiliar próximo que a alerte quando está exagerando.
Conquistando o mundo
“Executivas no Mundo Globalizado” foi o tema da experiente Graça Bernardes, diretora da GB Desenvolvimento Humano e empresarial, que já viajou por 130 países em sua carreira em empresas de origem americana, abrindo mão da convivência familiar por mais tempo do que poderia desejar, conhecendo diferentes culturas e povos, procurando adaptar-se a costumes diversos, mas com boas oportunidades de convivência. “A primeira coisa
para desenvolver uma carreira como esta é gostar de viajar”, disse Graça que, passou muitos fins-de-semana fora de casa entre um país e outro, a dez ou doze fusos horários do Brasil. Em vez de se aborrecer, Graça disse que aproveitava para passar o fim de semana no país em que estava ou já embarcava para o próximo, onde teria reunião na segunda-feira. Procurava se inteirar da cultura, conhecer monumentos ou museus ou uma nova culinária. As dificuldades maiores ela encontrava nas culturas fechadas de países do Leste Europeu ou do Oriente, onde
era sempre acompanhada de um intérprete, pois dificilmente se fala inglês, espanhol ou português, línguas que domina. Na China, por exemplo, recomenda-se não usar branco, a cor do luto e evitar referir-se ao número 4, que representa a morte. Na Rússia, não é permitido recusar vodka, mas para sorte de Graça, mulher nunca é convidada para um drink. Na Jordânia, Graça já tinha que sair do aeroporto com véu sobre a cabeça e nunca chegar sozinha. Graça diz ter se encantado com a Turquia e a África do Sul pela cultura, liberdade, respeito e facilidade nos contatos. Por fim, Graça Bernardes ressaltou a mudança de imagem do Brasil no Exterior com mais credibilidade e responsabilidade.
Após a autonomia, a felicidade
Depois de 23 anos produzindo matérias e editando as revistas de comportamento Nova e Cláudia, da Editora Abril, a
jornalista Joyce Moysés decidiu aprofundar a análise das mulheres de sucesso, apoiada por entrevistas com médicos, psicólogos e sociólogos de renome, o que resultou no livro “Mulheres de sucesso querem poder … amar” lançado pela Editora Gente em junho deste ano e que já está em segunda edição. Partindo de sua própria experiência de profissional de jornadas prolongadas de trabalho, assim como as do seu marido, igualmente jornalista, com um filho de oito anos, Joyce fala das armas para manter o casamento quando o sucesso da mulher pode ameaçá-lo. “No meu caso, estimulei-o a lançar um blog na internet, que coincidiu com o lançamento do meu livro, o que motivou dupla comemoração”.
Sua palestra foi pontuada por provocações à platéia sobre onde as mulheres gostariam de estar daqui a cinco
anos, partindo do princípio que a vida não é cor-de-rosa, mas com cores como roxa de raiva, vermelha pelo temor pelo resultado de um exame de mama, entre outras. E cita o sociólogo polonês Zygmund Baumaan, autor de “Amores Líquidos”, que trata do trabalho que dá manter um amor para não endurecer o coração. Para Joyce, as mulheres não têm mais motivos para um movimento coletivo, como foi o da queima de sutiãs no final dos anos de 1960. “A luta agora é individual, na busca da felicidade, do bem estar e da saúde, pois as mulheres conquistaram a liberdade e a autonomia, mas não estão felizes.
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Apenas 2% dos líderes do mundo são mulheres

Palestras estimulam as mulheres a
desenvolverem competências tidas como de liderança masculinas, administrar o tempo sem ser
escravas dele, a se dedicar igualmente à vida pessoal e à profissional e a
cuidar da imagem e da comunicação.
Na defesa do coaching como ferramenta para
enfrentar os desafios do avanço rápido do mundo moderno e da conquista de espaço
na liderança empresarial e política pelas mulheres, Flora Victoria,
vice-presidente e fundadora da Sociedade Brasileira de Coaching, abriu o Fórum
“Mulheres em Destaque”, ontem (14/09). O evento, organizado pela CK Eventos, acontece na sede da Fecomércio, em
São Paulo. Embora as mulheres atualmente representem 51% da força de trabalho no
mundo, apenas 2% ocupam cargos de liderança, exemplificou Victoria, citando
pesquisas internacionais e estudos sobre o assunto.
Para uma platéia formada essencialmente por
mulheres executivas e empresárias que se manifestaram, a pedido da palestrante,
como, na maioria, líderes em suas áreas, Victoria focou sua palestra na figura
Alfa, que se caracteriza por quatro competências, a de comandante, visionário,
estrategista e executor, mais desenvolvidas pelo gênero masculino.
Para testar a platéia, Victoria solicitou que
cada uma se desse uma nota para cada uma dessas competências e depois
classificou como não alfas, as pessoas com nota média até cinco, de seis a 7,
meio alfas e de 8 a 10, como alfas ou alfonas. Em seguida pediu que as pessoas
citassem nomes de líderes mundiais ao longo da história e foram citados apenas
homens. Por isso ela provocou: “Gente, estamos num fórum de mulheres, será que
não há nenhuma mulher alfa?”. Daí surgiram algumas, como Margareth Thatcher,
Indira Gandhi.
Para desenvolver competências para a
liderança, Victoria sugere algumas dicas como se apaixonar pelo que faz,
procurando interesse pelo aprimoramento por meio de frequência a cursos ou
debates como o de hoje; desenvolver capacidade de adaptação e flexibilidade às
circunstâncias, sendo resiliente e superando as pressões; assumir
responsabilidades sem culpar a história e os esteriótipos; e traçar o melhor
caminho para chegar onde os 2% de mulheres já chegaram desenvolvendo as
competências da mulher alfa.
Flora Victoria destacou a rápida evolução da
humanidade nos últimos 50 anos e sobre os desafios para as lideranças que ela
diz acreditar seja melhor distribuída entre homens e mulheres no futuro.
A população mundial somava 3,5 bilhões em 1968
e chegou a 7 bilhões 43 anos depois; o PIB (Produto Interno Bruto) mundial era
de US$ 2 trilhões e no ano passado chegou a 62 trilhões, ou seja, enquanto a
população dobrou, a riqueza mundial se multiplicou por trinta. “É certo que a
produção de petróleo e da indústria contaminaram o planeta a ponto de duvidarmos
se ainda teremos onde viver daqui a 50 anos, mas bastaria 1% do PIB mundial para
anular o aquecimento global”.
E disse que, apesar das grandes desigualdades
que ainda persistem, a pobreza diminuiu no mundo a ponto de o Banco Mundial e a
Organização das Nações Unidas estabelecerem que com outro 1% do PIB mundial se
acabaria com a fome no planeta.
O Brasil, nesse cenário tem todas as condições
de avançar e chegar à quarta potência mundial muito antes da primeira previsão
da Goldman Sachs para 2050, afirmou a palestrante, que destacou recente pesquisa
da revista Forbes, que colocou a presidente do Brasil, Dilma Roussef, como a
terceira mulher mais poderosa do mundo, atrás de Angela Merckel, da Alemanha e de
Hilary Clinton, dos EUA.
O desafio da psicóloga Andrea Mele de Mello
Peixoto, professora da Universidade Anhembi Morumbi, na palestra sobre
administração do tempo foi mostrar que não são necessárias 48 horas em um só dia
para que a mulher consiga executar todas as tarefas que lhe cabem como
profissional, dona-de-casa, mãe, esposa, para cuidar da beleza e do
aperfeiçoamento na profissão e no desenvolvimento de sua carreira. O esteriótipo
da mulher escrava do tempo foi representado por ela mesma ao entrar na sala de
conferências descabelada, falando ao celular, arrastando uma valise, com pasta e
casaco nas mãos, atrasada e pedindo desculpas.
Andrea Peixoto ilustrou sua palestra com a
mitologia grega. Cronos, filho de Urano e Géia (céu e terra), que comia os
próprios filhos para não ser castrado, mas que teve o filho Zeus como
sobrevivente e a profecia se concretizou, e Kairós que, ao contrário de Cronos,
tinha o sentido da vida representado pelo movimento espiral na ação, no fluxo e
na transformação, de forma devagar.
Na convivência desses mitos antagônicos está o
equilíbrio para a administração do tempo. De um lado, o tempo de ser, saboreado,
espiralado, de criação e de outro, a rigidez do começo-meio-fim, as metas, os
prazos, a pontualidade. “O caminho do meio é o melhor para o sucesso e para ser
feliz”, diz Peixoto, sugerindo que para ter o tempo sob controle é administrar o
tempo e não ser dominado por ele. “Há que se ter flexibilidade para não ser
escrava do tempo, pois não se pode programar 100% do tempo e administrá-lo é
adquirir o controle da vida”.
Camila Teixeira, da Fit Consultoria e Cláudia
Colnago, diretora da Verbare Comunicação e Design debateram sobre a importância
da comunicação e as regras de etiqueta e da imagem entre as mulheres que são
líderes.
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Entrevista com Cristina Kerr, organizadora do Fórum Mulheres em Destaque 2011

O Fórum “Mulheres em Destaque”, considerado o maior encontro de Mulheres Executivas de 2011, acontece nos dias 14 e 15 de setembro no Centro Fecomércio de São Paulo.

Segundo Cristina Kerr, diretora da CK Eventos, o evento foi idealizado para suprir as necessidades da mulher executiva que precisa estar atualizada e desdobrar-se em diversas funções. O encontro tem como objetivo agregar conteúdo as participantes, através da troca de idéias e informações das experiências de speakers renomadas.

As  palestrantes abordarão assuntos voltados para o desenvolvimento da liderança, administração do tempo, etiqueta e comportamento corporativo, empreendedorismo, gestão de pessoas e processos, desafios da mulher executiva no mundo globalizado, estilos pessoais de finanças e saúde aliada à eficiência profissional.

Como surgiu a idéia de organizar esse evento? Quais equívocos que você vê frequentemente nas mulheres executivas em geral? Onde elas erram e como poderiam acertar?

Temos identificado que algumas mulheres estão deixando de aceitar cargos mais altos nas empresas, pois temem deixar em segundo plano sua vida pessoal. E outras decidem por não ter filhos para que possam investir apenas na carreira.

O evento foi criado para mostrar, através do exemplo de mulheres executivas renomadas, que é possível conciliar a vida profissional e a pessoal. Hoje estas mulheres são diretoras, presidentes ou proprietárias de empresas. E elas provam que conseguem exercer a liderança e administrar o tempo por meio de uma excelente gestão de pessoas e processos.

O potencial do empreendedorismo feminino é significativo e os negócios gerenciados por mulheres chegam a constituir quase a metade do universo empreendedor. Como você analisa o mercado para as mulheres?

A mulher tem emergido cada vez mais no mundo dos negócios e este potencial empreendedor tem crescido de forma significativa no Brasil. Com o objetivo de mapear o perfil de mulheres empreendedoras no Brasil, a CK Eventos fechou uma parceria com o Laboratório Quantum que fará uma pesquisa com as participantes do evento. Esta
pesquisa fornecerá informações sobre as habilidades e competências pessoais e profissionais destas mulheres.

Quem é a nova consumidora no cenário de consumo do país?

Antigamente o homem era o único chefe da
família, mas hoje em dia, a mulher passou a exercer esta função junto com eles e
em algumas famílias elas são a principal fonte financeira.

Prova disto é que as mulheres despejaram na economia mundial cerca de 12 trilhões de dólares e no Brasil, elas foram responsáveis por gastar aproximadamente 800 bilhões de reais em produtos e serviços. Ou seja, elas movimentam mais dinheiro do que a soma das economias do celebrado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Fórum “Mulheres em Destaque”

Data: 14 e 15 de setembro de 2011

Horário: 8h30 às 18 horas

Local: Centro de Eventos Fecomércio

Endereço: Rua Plínio Barreto, 289 – Bela Vista – São Paulo – SP

Mais informações www.forum mulheresemdestaque.com.br


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CK eventos organiza o ‘Fórum Mulheres em Destaque’

Programado para os dias 14 e 15 de setembro de 2011, no Centro de Eventos Fecormércio, em São Paulo o “Fórum Mulheres em Destaque”, foi idealizado para suprir as necessidades da mulher executiva que precisa estar atualizada e desdobrar-se em diversas funções. O encontro tem como objetivo agregar conteúdo as participantes, através da troca de idéias e informações das experiências de speakers renomadas.