Saber a hora certa de iniciar a saída é difícil*

Tenho visto tantas pessoas desnorteadas, confusas, até chocadas quando deixam seus empregos de executivos em grandes empresas e não acham logo outro semelhante. É um momento de perplexidade, de confusão e – porque não reconhecer? -, de sofrimento. Fico me perguntando então por que não nos preparamos antecipadamente para esse momento?

mulher multipreocupaçãoDo que eu posso perceber, as pessoas não acreditam que o dia de sair de sua posição corporativa vai chegar. Todos nós nos convencemos e nos dizemos todos os dias que vamos ser a exceção à regra que corta cabecas de executivos quando eles atingem uma certa idade. Os artigos de revistas de recursos humanos falam da necessidade e capacidade de o mercado absorver pessoas em razão de sua grande experiência, independente da idade. Gostamos de acreditar que somos ágeis o bastante para continuar antenados, atualizados com o conhecimento e a tacnologia, o bastante para que a empresa esqueça de perguntar em que ano nascemos. Lamento, mas nem uma coisa nem a outra são verdadeiras.

Homem, bandeira no topoPois bem, fui conversar com uma head hunter que admiro muito, Magui Lins de Castro, da CTPartners, para saber a opinião dela sobre quando os executivos devem começar a preparar sua saída da vida corporativa. Segundo Magui, a idade para iniciar o projeto de saída é 40 anos se você é de uma área como marketing e de 45 anos em áreas mais conservadoras, como engenharia, vendas ou administração. Parece muito cedo, pelo menos para mim, mas é a realidade.

Se você é da área de marketing pode ter uma sobrevida transferindo-se para a área de vendas, de onde poderá dar o passo que o levará até a presidência, se você for o tal. Na presidência de uma empresa, sua vida corporativa pode chegar até os 55 ou 60 anos. Diretorias financeiras mantêm seus executivos até uns 55 anos e as técnicas, de produção e de administração podem chegar a mantê-los até os 60, mas em poucos casos.

chefe e subordinadoEnfim, se você passou dos 40 anos, comece a pensar no que vai fazer quando a vida corporativa fechar as portas para sua excelência técnica e sua experiência. Pense se quer trabalhar por sua conta, prestando consultoria, ou partir para um empreendimento novo. Em qualquer caso, volte a estudar e preparar-se para trabalhar em outros setores, diferentes do seu atual setor. Isso vai evitar que você fique perplexo quando sua empresa dispensar você e não quiser que você seja o seu consultor preferencial.

Bem, esse é um tema tão complexo que merece muitas discussões, portanto eu voltarei a ele. Por enquanto, levantei o assunto para chamar a atenção dos quarentões que estão no auge, sem perceber que podem tropeçar logo ali na frente. O mais importante de tudo, porém é que as alternativas existem e, na maioria das vezes, levam a uma vida melhor, produtiva, criativa e mais feliz.

*Publicado originalmente em Executivas e Chiques

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Entrevista Sueli Szterling, do Espaço Kurma

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.32.03Há cerca de 10 anos, os spas ganharam um impulso no Brasil. Atualmente, o país está entre os dez maiores mercados de bem-estar do mundo. Seja em espaços próprios ou dentro de hotéis, os estabelecimentos movimentam mais de R$ 250 milhões ao ano, segundo dados da Associação Brasileira de Clínicas e Spas (ABCSpas). Negócios de Mulheres entrevistou Sueli Szterling, do Espaço Kurma. Sueli deixou a vida corporativa para investir nesse espaço e em qualidade de vida.

N de M: Como foi que você trocou a vida corporativa e resolveu empreender? Por que um spa?

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.27.56Sueli: Este tipo de atitude não é de uma hora para outra, foi uma decisão pensada e programada. A vida corporativa traz muito prazer, pois o tempo todo tem desafios, novidades. Mas é uma vida muito intensa, de muita dedicação, de muitas horas de trabalho. Eu estava com os filhos ficando adolescentes e senti necessidade de estar mais próxima deles. A vontade de mudar de vida foi surgindo lenta e eu sabia que teria que abrir mão do prazer das realizações do dia a dia corporativo. Gosto de trabalhar em equipe, de produzir, então gostava do que eu fazia. Mas tomei a decisão de sair e cuidei dos passo a passo para concretizá-la, preparando outra pessoa para meu cargo, pesquisando o que eu queria fazer que fosse possível conciliar com mais tempo para a vida pessoal. Pensando nos skills necessários para o novo desafio. Este foi um processo de saída que levou 2 anos.

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.28.14N de M: Por que um Spa?

Sueli: Mesmo estando no mercado corporativo eu já havia aberto um spa em outro estado –Minas – e comecei a ver que este mercado é uma tendência interessante e crescente, as pessoas estão cada vez mais precisando achar formas de estar com elas, se cuidar, cuidar do corpo, da mente. Fui observando a forma como este negócio foi se desenvolvendo em Minas e aprendendo com ele, decidi que esta seria uma ótima opção para São Paulo. Comecei então a estudar este mercado, o melhor bairro para instalar, o que eu precisava estudar e entender, quanto precisava investir, tempo de retorno e tudo que envolve um negócio novo. E há 5 anos nasceu oficialmente o Espaço Kurma, mas desde a gestação ele tem 8 anos. Confesso que os desafios pessoais de tocar um negócio sozinha, sem a estrutura que o mundo corporativo oferece, também são intensos e requer muita dedicação, estudo paciência e muito trabalho. Mas a compensação é que toda sua energia é para fazer o seu negócio prosperar, portanto a recompensa pessoal também é grande.

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.28.50N de M:  Como você vê o futuro desse segmento aqui no Brasil?

Sueli: No curto prazo acredito que todos os segmentos no Brasil sofrerão as consequências do cenário econômico atual, portanto para o empresário que não tem uma sobra de caixa, que depende de recursos – e este está escasso e caro -, será um desafio grande, o foco tem que ser cortar custos e ser muito criativo, mas o brasileiro tem uma capacidade incrível de luta, de recuperação, acredito que será passageiro. Para o spa, o que conseguir aliar bem estar e relaxamento, feitos de uma forma séria, tem maiores chances de passar por este momento, pois este cenário traz muito stress e necessidade das pessoas cuidarem disto. Então, com a estrutura preparada para este ambiente, terá mais oportunidade de aumentar a base de clientes.

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.29.01N de M: Um pouco da história do Espaço Kurma.

Sueli: O Kurma nasceu de muita pesquisa, minha e de minha sócia, desde o lugar adequado, até o tipo de serviços que gostaríamos de oferecer, ambas fomos do mercado financeiro e sabíamos que o mais importante para as pessoas era ter serviço de qualidade, de preferência reunidos em um só lugar. Por esta razão idealizamos um espaço que tem aulas de yoga, pilates, massagens, salão de beleza, tratamentos corporais e faciais. O nosso desafio era manter a qualidade em todos os serviços e que o cliente entendesse que aqui ele pode tanto fazer uma aula, assim como se depilar ou fazer uma massagem, tratar uma mancha e ter resultados e acompanhamento e ganhar tempo.

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.38.13N de M:  Quais os serviços oferecidos no spa? Diferenciais.

Sueli: Oferecemos, como eu disse, serviços na área de saúde – acupuntura, aulas de yoga, pilates, massagens, mais de 25 tipos, tratamentos corporais – gordura localizada, flacidez, celulite, com aparelhos modernos, combinados da melhor forma para obter resultados. Mas o cliente tem que entender a parte dele no processo, sem a ilusão de milagres, nosso corpo leva tempo para desenvolver certas anormalidades e também tempo para corrigi-las.
Tratamentos faciais – manuais, com produtos, aparelhos, tratamos de amenizar rugas, manchas, flacidez, Hair Studio - para o dia a dia de cabelo, assim como tratamentos adequados. Nosso diferencial fica na abrangência dos serviços aliados a qualidade e bons profissionais

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.41.28N de M:  Qual é o perfil do seu cliente?

Sueli: Nosso público é composto de 40% homens e 60% mulheres. Todos buscam qualidade de serviços, discrição, eficiência na execução, ganhar tempo. São em geral entre 35 e 65 anos

N de M:  Dicas para um dia a dia com mais saúde e disposição.

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.41.28Sueli: O velho conhecido que todos já sabem: conciliar vida pessoal, carreira, cuidar da alimentação (alimentos orgânicos de preferência), dormir bem, tudo que a gente já sabe, mas que é um desafio constante. Temos que pensar que tudo é mudança de hábito, quando a gente começa a fazer trocas que nos trazem benefícios fica mais fácil entender o porque de mudar. Com cuidados o nosso corpo agradece e responde rápido. A gente tem que no mínimo ouvir o corpo e responder ao que ele pede.

N de M:  Agenda para 2015

Captura de Tela 2015-02-25 às 13.33.02Sueli: Ser muito atenta ao desperdícios, cortar custos, focar muito no negócio para atravessar um ano que certamente será desafiador para qualquer empresário, mas se você construiu um negócio sólido, sério, ele passará por este momentos. Pensamos que temos que aumentar a carteira de clientes, pequenos e médias empresas têm que fazer parcerias com outras, promover associações que tragam benefícios para ambos os lados. Enfim, trabalhar muito e plantar para cenários mais favoráveis, que certamente virão.

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Evento para mulheres empreendedoras acontece em Bauru dia 14/11

mulheresPesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2013, realizada no Brasil com apoio do Sebrae, indica que pela primeira vez as mulheres são maioria entre os novos empreendedoresCom o objetivo de apoiar, inspirar e motivar as mulheres empreendedoras, a Viking Network – rede que reúne 150 empreendedores, empreendedores, mentores e investidores no interior paulista – realizará em Bauru o evento “Mulher Empreendedora 2014”, em 14 de novembro.

Por meio do Programa Viking Mulher, as atividades que ocorrerão das 8h às 17h, no Hotel Vitoria Régia, proporcionarão networking e aprendizado de alto impacto às participantes. Serão apresentados diversos cases de mulheres que lideram negócios, além de palestras sobre temas que englobam o ambiente do empreendedorismo feminino.

“Estamos promovendo esse evento com formato inédito em Bauru porque queremos apoiar, inspirar e levar informação e ferramentas às mulheres para que atinjam o sucesso em seus empreendimentos e se sintam cada vez mais seguras e motivadas à frente dele”, explica Joyce Bianchi, diretora do Grupo GV8 e Presidente do Programa Viking Mulher.

O evento vem de encontro à crescente demanda por capacitação e necessidade de troca de experiências entre mulheres que têm assumido um papel de protagonistas entre os novos empreendedores no país. Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2013, realizada no Brasil com apoio do Sebrae, pela primeira vez, as mulheres são maioria entre os novos empreendedores: representam 52% dos donos de pequenos negócios com até três anos e meio de atividade. Além disso, a pesquisa traz uma constatação importante: 66% das mulheres empreendem por uma questão de oportunidade e não por necessidade.

Joyce conta que esse é o primeiro evento de uma série que serão promovidos. A previsão é que a segunda edição aconteça em fevereiro de 2015. “Os desafios são os mesmos para homens e mulheres, porém a forma de encará-los é diferente e ter programas que promovam o encontro com essas mulheres é de extrema importância, para que o empreendedorismo feminino continue a todo vapor”, conclui Joyce.

O Viking Mulher é um programa da Viking Network que promove uma série de ações e eventos direcionados às mulheres membros da rede Viking Network e outras que tenham interesse em se atualizar para melhorar a performance no ambiente de negócios. As mulheres já são 23% dos 150 membros que hoje compõem as unidades da Viking Network em Bauru, Marília e Araçatuba.

PALESTRANTES

– Henri Cardim (Liderança. Por que alguém te seguiria?)
Palestrante focado em Lideres e Sucessores em empresas familiares.
Com mais de 18 anos de vivencia no mercado corporativo, multinacionais de consumo e serviço e como empresário, já esteve no comando de negócios de varejo e alta complexidade, luxo e commodities. Professor em MBA, Master Mentoring e administrador de empresas. Pós-Graduado em Consultoria Organizacional (UFRGS/RS), Gestão em Negócios (ESPM/RS), MBA em Gestão Empresarial (FGV/SP), Especialização em Marketing (ESPM/SP) e Estratégia e Excelência Empresarial (FDC-Fundação Dom Cabral/SP) e Colaborador ativo da Exame.com e Revista Gestão e Negócios. Consultor Empresarial, especialista em equipes de alta performance.

– Alexandra Yusiasu Dos Santos (Empreendedorismo Feminino e a Importância do Networking)
Busca viver o que a faz feliz a cada momento. Assim, nos últimos 13 anos, casou, teve três filhos e nunca parou de estudar. Hoje é aluna do pós-MBA em Negócios pela Fundação Instituto de Administração de São Paulo. Sua mágica é multiplicar o tempo: atua como especialista em Contratos Empresariais no seu escritório de advocacia artesanal e em cursos empresariais, impulsiona a construção do maior espaço colaborativo do país, coordena a Comissão do Advogado Corporativo da OAB de Londrina, é membro da Cátedra Ozires Silva, participa do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial, é diretora da Associação Comercial e Industrial de Londrina e é Embaixadora da Rede Mulher Empreendedora. Enfim, encontrou sua missão: tecer redes entre pessoas que acreditam num mundo melhor.

– Eliseu Brito (Comportamento da mulher em projetos globais)
Bacharel em Sistemas de Informação e Master of Business Administrator em Gestão de Tecnologia da Informação pelo instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada. Estudou Inovação e Tecnologia na NASA e Agência Espacial através da Florida Internacional Business School. Gerenciou grandes projetos no Brasil e América Latina liderando equipes multidisciplinares e prestando serviços a grandes empresas como Unilever, HP e Banco Itaú. Apaixonado pelo comportamento humano, atualmente se dedica a Social Psychology pela Wesleyan University em Hartford/EUA. Atualmente é Deputy Officer na Brazil Florida Chamber of Commerce e fundador executivo da empresa Syston.

– Gabriella Casério (Aprendendo a fazer uma empresa melhor através do modelo Disney.)
Possui graduação em Psicologia pela Universidade do Sagrado Coração- USC e Pós Graduação pela Universidade Federal de São Carlos. É certificada pelo Disney Institute no programa “Disney ́s Approach to Quality Service”. Possui formação em Personal & Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching e em High Perfomance Executive pela Net Profit. É colunista da revista Expert, direcionada aos associados do CIESP. Atualmente, é Diretora Executiva da G.Casério Consultoria em RH, com atuação em planejamento, gestão estratégica e desenvolvimento de pessoas. Possui atuação como docente em cursos de Graduação e Pós Graduação (Faculdade Anhanguera, Uninove, Universidade do Sagrado Coração e Fundação Getúlio Vargas). Coordenou o projeto da revista Você SA/Exame, através do qual pela 1a vez no Brasil, uma empresa de recuperação de crédito (Paschoalotto Serviços Financeiros) foi vencedora do prêmio das 150 Melhores Empresas para se trabalhar (2010).

MULHER EMPREENDEDORA 2014
Realização: Viking Network
Organização: Programa Viking Mulher
Data: 14/11/2014 (sexta-feira)
Horário: 8h às 17h
Local: Hotel Vitória Régia – Bauru
Público: Mulheres Empreendedoras

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Entrevista com Káritas Ribas e Mari Cogswell, do Instituto Appana Mind e da consultoria Akashari, Caminhos com Sentidos

Mari e KaritasNM – Um pouco da história de cada uma…

Mari – Sou uma menina inquieta e curiosa, que nunca se contentou com respostas fechadas para perguntas profundas. Olho para a vida com a vontade de ver além e entre. Isso me move. Estudei pouco do que se oferece como estudo formal e muito do que está nas bordas do que se considera conhecimento. Formalmente, Comunicação, Diálogo, Coaching, Ontologia da Linguagem e Círculos de Mulheres. Informalmente, investigação dos “gaps” entre nossa civilização patriarcal e nossa ancestralidade matrifocal, restauração de nossa real natureza e identidade humana, resgate da nossa competência intuitivo-criativa, estudos e vivências dos mistérios femininos.

Káritas – Sou meio vira-lata, uma mistura de um monte de coisa… estudo, vivência empresarial, acadêmica e deu nisso. Minha primeira formação, em 1993 foi em Administração de Empresas.​ Depois derivei e fui estudar (e trabalhar com) o comportamento humano, me formei psicanalista e filósofa. Hoje faço mestrado com o Dr. Humberto Maturana no Chile, estudando a Linguagem como Estruturante da Cultura Patriarcal. ​Sou Coach Ontológica e atuo em atendimentos individuais e facilitando diálogos em Círculos Reflexivos. Sou fundadora do Instituto Appana e completamente apaixonada pelo que faço. Tenho dois filhos que amo muito, com 19 e 21 anos, ambos estudando em Universidades Públicas e construindo suas próprias histórias… me encanta acompanhar esse movimento deles.

Captura de Tela 2014-11-01 às 14.17.12NM – Quais são os principais entraves para a autonomia da mulher como ser social?

Mari – Entendo a autonomia como algo complexo para a mulher, uma vez que culturalmente somos criadas para ser centros magnéticos cercadas de penduricalhos por todos os lados. Seja em casa ou fora dela, as “tarefas” e a organização da vida nos cabe e é fiscalizada de perto por outras mulheres, também “submetidas” e “premiadas” neste lugar pelo sistema. Isso independe de quanto dinheiro “fazemos”. É um jeito de estar no mundo que merece ganhar foco para que possa ser problematizado e transformado.

Káritas – Os impactos sistêmicos​ de cada passo em busca dessa autonomia não são mensuráveis. O que vemos hoje ainda são lutas. Estamos no mercado de trabalho, ganhando menos e fazendo dupla jornada ou tripla jornada com os afazeres domésticos e o cuidado com os filhos que ainda são vistos como “tarefa das mulheres”. Podemos nos divorciar mas ainda precisamos de uma lei severa como a Lei Maria da Penha para ajudar a nos defender de uma violência institucionalizada. Nossa autonomia ainda está mais do discurso do que na cultura, em nosso modo de viver, mas vejo cada dia mais mulheres lutando por ela e isso é animador.Captura de Tela 2014-11-01 às 14.21.16

NM – Quais são os maiores anseios da mulher contemporânea? O que ela deseja mais fortemente?

Mari – Não faço a menor ideia. Nunca apreciei estudos que tentam dizer isso. Fica tudo na superfície e é meio fixador de estigmas culturais pré-existentes, do tipo “ter tempo para si” (isso diz da mulher-penduricalho, um espécime construído, e apenas reforça o sintoma, não é contemporâneo). Mas posso dizer o que gostaria que as mulheres desejassem. Que desejassem descobrir a beleza de ocupar este corpo tão diferente, que ousassem entrar em contato com a culpa tão aprisionante a que fomos impostas e que, bem no fundo dessa ferida, encontrassem a sabedoria de curar outras… Que deixassem de ter vergonha de sentir, de se emocionar, de desgovernar, de desencaixar, que retomassem a intimidade com o pulsos das próprias veias, com as marés de suas próprias águas e, com isso, voltassem a honrar a si mesmas… E, que do fundo dessa conexão, emergissem mais potentes para iluminar e orientar a vida à sua volta, que é nossa real função no mundo.Captura de Tela 2014-11-01 às 14.24.35

Káritas – Não acredito que exista uma unidade nomeável de “desejo da mulher contemporânea”. A Cultura Patriarcal ainda está impregnada nos ossos de muitas gerações que repetem um padrão de comportamento que vem servindo à conservação da cultura dominante há muito tempo. Vejo mulheres querendo sucesso, dinheiro, homens e filhos como a séculos atrás. Vejo outras buscando liberdade, autonomia, espiritualidade. Se eu puder sintetizar, na minha opinião acho que as mulheres hoje estão desejando construir um lugar que seja seu.

 NM – O que há de diferente no “olhar” feminino sobre a vida?

Mari – É um olhar de múltiplas camadas. Consciente ou inconscientemente a mulher capta o mundo à sua volta e o processa numa velocidade que o intelecto não captura enquanto acontece. É uma riqueza de percepções que ocorrem no nível sutil, que precisam de muita delicadeza, tempo e respeito para serem decodificadas e compartilhadas com o mundo.

Káritas  – Em síntese, é um olhar muito mais rico e poético. É afetivo e relacional, complexo e sistêmico. Pouco valorado por não ser rápido e objetivo. Mas essencial à manutenção da dança da vida. ​Temos a possibilidade de ver mais longe, mas é preciso um exercício para sairmos dos padrões que compramos como nossos. Como temos tido mais contato com nossa subjetividade (o que não foi culturalmente autorizado para os homens), estamos mais preparadas para lidar com as emocionalidades, nossas e de outros. Entretanto, não gosto de generalizações, principalmente quando se trata de gênero, pois muitas mulheres, para jogar o jogo do mercado e do trabalho adotaram padrões e linguagem “masculinas” para sobreviver e hoje temos sofrido por isso, pela desconexão conosco

NM – O olhar da mídia x Mulher

Mari – A mídia visa audiência, visibilidade, lucro, manchetes, impacto. A mulher a serviço da mídia é um protótipo fragmentado em facetas que se alternam em segmentos de consumo (a executiva, a mãe, a dona-de-casa, a de bem com a vida) e em produto de consumo (a mulher-bunda, a serviço da cerveja, dos programas de auditório, das revistas masculinas, das revistas femininas). Mulher e mídia são uma combinação “entristecedora” para aquela que nasceu nesta maravilhosa pele.

Káritas – Vejo uma utilização estética superficial da mulher pela mídia, como um produto e mais recentemente como consumidoras vorazes: moda, culinária, beleza são os temas facilmente relacionados à mulher. É claro que somos isso também, mas não só isso! Não consigo deixar de me perguntar: essa imagem está à serviço do que e de quem? Felizmente algumas iniciativas têm colocado os holofotes sobre outras facetas do feminino, sobre a importância do cuidado de si, sobre nossas lutas, sobre a violência que de tão constante passou a ser invisível.

Captura de Tela 2014-11-01 às 14.26.28NM – Exemplos de comportamentos considerados pela sociedade “ fora de padrão”

Mari – Todo tipo de liberação da função penduricalho: uma mulher que não arruma ou organiza a própria casa, que escolhe não ter filhos, não ter marido, uma mulher que não “serve” pra nada, só a si mesma… Uma mulher que não encolhe pra caber ou pra agradar. Uma mulher que não vive em função das pessoas que ama.

Káritas – Sempre fomos “servis”, sempre fomos premiadas por dar retaguarda aos homens (maridos, chefes, pais, filhos) e quando assumimos papéis centrais, sinto um “estranhamento” tanto de homens, quanto de outras mulheres. Parece que aquela mulher que brilha não deveria estar lá… no mínimo recorreu a algum expediente duvidoso para chegar lá… É lamentável, mas ainda existe esse pensamento amplamente compartilhado. Mulheres que declaram abertamente que não querem ser mães, por exemplo, chocam!

NM – Como surgiu o trabalho de vocês?

Mari – De um desejo milenar de estar de novo entre irmãs, de voltar a aprender e ensinar a ser mulher, entre mulheres. De poder voltar a sentir num espaço de segurança, onde o sentir pode ser gestado sem precisar ser explicado nem resolvido. Da intenção de ancorar um espaço de verdadeira intimidade, com tempo pra cultivar a profundidade. E do prazer em viver a cumplicidade e a inteireza de viver tudo isso.

Káritas -Nosso projeto nasceu em primeiro lugar do nosso encontro. Temos motivações e intenções distintas, mas o amor que sentimos uma pela outra, esse amor de irmãs fez possível a conciliação de nossos interesses em um só projeto. No meu caso, meu desejo era abrir um espaço/tempo para que pudéssemos falar do que verdadeiramente nos importa e que não é dito nos círculos que vivemos em nosso cotidiano – trabalho, família, amigos. Um espaço de compartilhamento de experiências e de aprendizagem mútua. Nos Diálogos ninguém ensina e todas ensinam.

Captura de Tela 2014-11-01 às 14.16.36Káritas por Mari.

Foi amor à primeira vista. Ela tem a fala suave e firme. Coisa de gente antiga. Sábia. Fala ao fundo do meu ser. Me acalma e aquieta. Me acolhe. Me alegra. Me apoia. É uma irmã de quem tinha uma saudade atemporal. E como irmã me desafia, me cutuca, me incomoda, mas me vê, flui comigo nos meus fios malucos, me incentiva, me amplia, me ampara. Danada essa Káritas, não existe mais a minha existência sem ela!

Mari por Káritas

Mariana é uma irmã. É uma mulher que me ​emociona por sua singularidade, por sua inteligência, por seu carisma. Ela tem a alma gigante e é admirável como toca as pessoas por onde passa. Conversar com a Mari é abrir janelas internas para o Universo, para múltiplas conexões, para a poesia da sua fala e elegância do seu estilo. Mariana é um mundo lindo, uma mulher incrivelmente apaixonada pela vida e apaixonante em sua vivacidade. Conviver com ela é um enorme privilégio e um presente para mim.

Instituto Appana

 

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Entrevista com Christiane Takahashi, da RH Talento

NM: Fale de você, Christiane

Captura de Tela 2014-10-19 às 13.37.30Christiane: Eu sou psicóloga, especializada em Segurança no Trabalho, Diretora Executiva da RH Talento, com  experiência em Recursos Humanos, focando treinamento em Desenvolvimento Organizacional. Minha experiência inclui Coaching, Consultoria de Carreira, Busca de Profissionais (head hunter), Desenvolvimento de Lideranças, Change Management, Programas de Gestão de Competências, Desenvolvimento de Lideranças, Comunicação Interna, entre outros.

NM: Fale sobre sua decisão de criar a RH Talento

Christiane: Após desenvolver uma carreira executiva na área de Recursos humanos de grandes empresas, cheguei um momento em que os desafios estavam ficando limitados e, se eu desse passos acima na carreira, encontraria um mundo cada vez mais complexo do ponto de vista da política corporativa. Continuar nesse caminho não batia mais com meus valores, eu queria alguma coisa diferente e resolvi partir para algo que me fizesse mais feliz, encaixasse melhor com minhas aspirações. Descobri uma oportunidade de mercado ao verificar que existia um espaço a ser conquistado na área de segurança no trabalho, na utilização de técnicas mais arrojadas de gestão de pessoas.

NM: Fale sobre a RH Talento

Captura de Tela 2014-10-19 às 13.20.47Christiane: A RH talento é uma empresa de consultoria especializada em três grandes vertentes, Desenvolvimento de Pessoas, Jogos Empresariais e Segurança no Trabalho. Em Desenvolvimento de Pessoas, nosso trabalho foca em garantir que pessoas certas estejam nos lugares certos, empenhadas e motivadas para trazer os resultados esperados. Nessa área, desenvolvemos estratégias, elaboramos e implantamos programas de acordo com a cultura e a necessidade de cada um de nossos clientes. Em Jogos Empresariais, utilizamos de inovação, criatividade e tecnologia para criar jogos com metodologia participativo-vivencial que, aplicadas aos grupos produzem conclusões que trazem subsídios para realimentar as competências organizacionais. Em Segurança no Trabalho, nossa atuação se dá em Avaliação Psicossocial, Identificação de Clima e Cultura para Segurança, Mapeamento de Competências na área, Treinamentos Comportamentais e Técnicos e BBS – Segurança baseada no comportamento.

NM: Como é o trabalho de vocês?

Captura de Tela 2014-10-19 às 14.13.30Christiane: Trabalhamos com treinandos como objeto de desenvolvimento de conteúdos, usamos andragogia como base de nossos treinamentos, além de metodologia construtivista. E, mais do que tudo, exploramos e consideramos o lúdico como parte do aprendizado. Todos os nossos treinamentos incluem jogos, teatro, learning maps, enfim as pessoas aprendem vivenciando situações que simulam seu dia a dia.

NM: Como tem sido trabalhar nessas áreas?

Christiane: É fascinante e desafiador. Você está sempre conhecendo novos lugares e pessoas, diferenças culturais mais ou menos explícitas, aprende sempre, tem que usar não apenas seu conhecimento específico, mas uma boa dose de capacidade de compreensão e negociação. E encontra tudo isso sem ter que lidar com a política interna e o jogo de poder dentro das empresas, o que é ótimo.

Captura de Tela 2014-10-19 às 14.09.51NM: Christiane, você pode deixar uma mensagem para as mulheres de Negócios de Mulheres?

Christiane: Certamente, com prazer. Quatro coisas são fundamentais para você ter sucesso: amar o que faz, tratar a diversidade com resiliência, trabalhar com alegria e leveza e estar sempre disposta a aprender.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

More than 13 years experience in Human Resources area, foccusing Trauning and Organizational Development.
Main accomplishments and projects :
-Executive Coaching;
– Career Coaching;
-Headhunter;
– Leadership Development;
– Change Management;
– Career and Succession Planning;
– Performance Management Program;
– Trainees & Students Program;
– Strategic Planning Process in HR;
– High Performance Teams;
– Competence Management;
– Assessment;
-Internal Communication;

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MULHERES EM TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA VOLTAM A SORRIR E SE SENTEM MAIS DESEJADAS APÓS CORREÇÃO DAS SOBRANCELHAS E ARÉOLAS DOS SEIOS

Com a chegada do Outubro Rosa as atenções de todo mundo se voltam para o câncer de mama, para a conscientização do exame de mamografia e para as mulheres que lutam dia a dia contra a doença.Banner_OutubroRosa021

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2014 a estimativa é que ocorram 57.120 novos casos de Câncer de mamas, que é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil.

São dados alarmantes, que assustam e mexem com o emocional de mulheres que são obrigadas a conviverem com as várias fases da doença.

Mas a boa notícia é que segundo a micropigmentadora Inajá Bessa é possível melhorar o emocional e ter a autoestima elevada dessas mulheres com técnicas não invasivas de beleza como é o caso da micropigmentação.Captura de Tela 2014-10-17 às 10.08.35

De acordo com Inajá Bessa muitas mulheres que passam pela quimioterapia ou têm que fazer a mastectomia (extração total da mama) ao fazer o uso das técnicas de micropigmentação estética e paramédica se sentem mais felizes e com mais vontade de viver.

“Muitas mulheres me procuram com baixa na autoestima por não terem os seios mastectomizados em perfeito estado depois da intervenção plástica, e por não terem pelos na sobrancelha por causa da quimioterapia”

Em casos como esses são indicadas as técnicas de micropigmetnação para o desenho das aréolas mamárias e dos pelos das sobrancelhas.
“Mulheres em tratamento de quimioterapia que perderam os pelos da sobrancelhas também podem fazer uso da técnica de micropigmentação visando ter o rosto remodelado com os pelos das sobrancelhas desenhados. Muitas chegam aqui na clínica sem vontade de viver, com vergonha da falta de pelos nas sobrancelhas. Basta uma sessão de micropigmentação para ver a mudança emocional e estética”diz a micropigmentadora.

Para a advogada Marina Faiçal, hoje com 34 anos que detectou um câncer de mama aos 31 anos, recém –casada na época o trabalho de pigmentar as sobrancelhas durante o tratamento de quimioterapia é muito importante para elevar a autoestima de mulheres que sofrem com a doença. “ Durante o meu tratamento perdi todos os pelos da sobrancelha. Os pelos da cabeça conseguimos contornar com peruca, lenços. Descobri o trabalho da Inajá Bessa e ao sair da clínica com a minha sobrancelha pigmentada, fio a fio, me senti uma nova mulher. Eu pesquisei vários trabalhos no mercado e fiquei realmente impressionada com o efeito do fio a fio que Inajá conseguiu. Hoje, os meus pelos já estão nascendo e tenho várias amigas que mesmo sem a doença me pediram indicação da Inajá Bessa para fazer a micropigmentação nas sobrancelhas”, diz.

Sobre a técnica

A micropigmentação consiste em infiltrar pigmentos na pele, usando agulhas descartáveis, circulares ou lineares específicas para cada tipo de efeito. Os pigmentos podem ser orgânicos – à base de anilina vegetal – ou inorgânicos – à base de óxido de ferro e de dióxido de titânio. “Os pigmentos orgânicos têm as cores vivas e vibrantes, normalmente solúveis em água, mas não devem ser usados para a micropigmentação. Eu utilizo os pigmentos minerais glicerinados, que são hipoalergênicos. O trabalho de micropigmentação dos olhos exige conhecimento e prática. Usar pigmentos na região dos olhos à base de água pode causar migração e sérias lesões nos olhos do paciente. Daí a importância de buscar sempre referência do profissional”, diz a especialista.

Para as pessoas que enfrentam o câncer, os procedimentos mais procurados são os da sobrancelha 3D e da auréola dos seios. O primeiro consiste em desenhar fios finíssimos em tamanhos, cores e formas diferentes acompanhando o contorno natural das sobrancelhas. Daí o efeito tridimensional e o nome 3D. Essa técnica é muito procurada por pessoas que ainda estão em processo de quimioterapia, devido à queda de pelos.

Na micropigmentação para refazer a auréola dos seios, método muito procurado por mulheres que fazem mastectomia, a mama é retirada por um médico mastologista, no local do tecido removido é colocado silicone por um cirurgião plástico e, no final, quando o paciente estiver recuperado é feito a reconstrução da auréola com a micropigmentação.Captura de Tela 2014-10-17 às 10.13.20

Com o tempo a micropigmentação sofre uma descoloração natural. “Em média, a manutenção do procedimento é feito a cada dois anos, mas esse tempo pode variar em função dos cuidados”, explica Inajá. Tomar sol com frequência, usar ácidos dermatológicos na área pigmentada e deixar de usar bloqueadores solares são práticas que devem ser evitadas pelo paciente.

Fonte : Divulgação
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GESTÃO DE EMPRESAS É TEMA DE PALESTRA PARA MULHERES EMPREENDEDORAS

A fim de levar mais conhecimento às empresárias da região do Grande ABC no que se refere à administração de seus negócios, o Núcleo de Mulheres Empreendedoras – NME, da Associação Comercial e Industrial de Santo André – ACISA, promove no dia 10 dfotos mulherese setembro, a partir de 19 horas, palestra sobre Gestão de Empresas.

A palestra será proferida pelo contador e economista Humberto Batella e entre os tópicos abordados estão planejamento tributário, inteligência fiscal, inovações tecnológicas e exigências governamentais.

As empresárias interessadas em participar do evento deverão confirmar presença pelo telefone (11) 2199-1630. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. ACISA está localizada na avenida XV de Novembro, 442 – Centro – Santo André.

Fonte : Divulgação
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